Categorias: Economia

Ideias que surgiram durante a crise geram empresas que valem bilhões

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 O Jornal Nacional está apresentando uma série especial de reportagens sobre a economia compartilhada. É uma tendência entre consumidores do mundo todo que tem provocado reações de protesto, também. Os correspondentes Hélter Duarte e Lúcio Rodrigues mostram essa revolução nos serviços de transporte e de hospedagem.

No Japão ou no Brasil. Na índia ou nos Estados Unidos. Você consegue imaginar quantas pessoas estão interligadas pela internet neste exato momento? Bem, se a gente somar o mundo inteiro já são três bilhões de usuários.

E se todas essas pessoas coubessem dentro do celular? É, o planeta inteiro já está lá, totalmente acessível pelo smartphone, o celular com internet rápida, a invenção que transformou o mundo num mercado sem barreiras para as empresas de economia compartilhada.

Pelo celular mesmo, é possível alugar agora um quarto ou um apartamento inteiro pra passar as férias na Croácia. É exatamente isso que uma empresa faz: a ligação entre os donos dos imóveis e os turistas. Tudo pelo site na internet ou pelo aplicativo do telefone.

A companhia cobra uma taxa de 3% e dos hóspedes entre 6% e 12% do valor da reserva. Joe Gebbia é um dos fundadores da empresa. "Qualquer pessoa, de qualquer lugar do mundo, que tenha espaço extra em casa, pode se inscrever pela internet e encontrar hóspedes confiáveis que podem fazer uma reserva. E isso está acontecendo neste momento em 34 mil cidades de 190 países. Aliás, acabamos de adicionar mais um país na nossa lista: Cuba", diz ele.

Só faltava Cuba mesmo. E pensar que o Joe e o colega de quarto dele, Brian, estavam, sete anos atrás, sem dinheiro pra pagar o aluguel. Foi aí que eles decidiram transformar o pequeno apartamento que moravam em São Francisco numa espécie de pousada. Compraram três colchões, colocaram no chão e receberam o primeiro hóspede. Foi assim, no meio da crise, que esses amigos tiveram a ideia de criar a empresa.

Os caras, completamente duros, agora têm uma companhia que vale US$ 13 bilhões. Sim, US$ 13 bilhões. E essa companha já tem 22% a mais de hóspedes do que uma das maiores e mais tradicionais cadeias de hotéis do mundo.

Está impressionado com a fortuna do Joe? Espera até você conhecer a história de Travis Kalanick e Garret Camp. Eles criaram um aplicativo de caronas pagas. Hoje, só cinco anos depois da fundação, a empresa deles está avaliada em mais de US$ 41 bilhões. Ela vale bem mais do que a maior companhia aérea americana e opera em mais de 250 cidades de 57 países.

Ryan Graves está na empresa desde o começo. ‘Pegar táxi em São Francisco não é fácil. Sete de cada dez ligações pedindo táxi ficam sem resposta. Cinco minutos, 20 minutos. E nada. Então, imaginamos um jeito de criar uma espécie de rede que pega a cidade toda, usando os carros particulares que já existiam", explica ele.

Muita gente, mesmo no Brasil, já conhece o sistema que funciona de um jeito bem simples: você entra no aplicativo pelo celular, pede o carro, o aplicativo localiza o motorista que está mais perto e pronto. O preço da corrida vai depender da procura. Se tiver muito passageiro pedindo carro, a tarifa sobe. Se tiver pouca gente pedindo, a tarifa cai. A empresa fica com 20% do que o motorista recebe.

Ronaldo Campos é um goiano que vive em São Francisco. Quatro anos atrás, ele deixou de ser taxista e passou a trabalhar com o carro na companhia de carona.
Jornal Nacional: Aqui você está fazendo mais dinheiro do que no táxi?

Ronaldo Campos, motorista: Uns 40% a mais.

Jornal Nacional: 40% mais é bom, hein!

Ronaldo Campos: É bom, é bom!

E o apito não para, é passageiro chamando o Ronaldo.

Mas será que esse tipo de negócio é bom mesmo pra todo mundo? O que acontece se alguém bater no seu carro ou destruir a sua casa? Como ficam os hotéis com essa concorrência? A revolta dos taxistas, os riscos e as polêmicas sobre esses serviços, a gente mostra na próxima reportagem sobre o mundo novo da economia compartilhada, nesta quarta (8).

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