Por pbagora.com.br

A empresa do setor de bens de consumo Hypermarcas (dona de marcas como Monange e Assolan) anunciou nesta quinta-feira (1º) que fechou um acordo para comprar a fabricante de fraldas Pom Pom e suas subsidiárias por R$ 300 milhões.

 

De acordo com comunicado da Hypermarcas, 40% do valor será pago à vista. Segundo a companhia, o contrato definitivo deve ser assinado até 30 de novembro.

 

A empresa comprada fabrica fraldas das marcas Pom Pom, BigFral, Piuí e Bigmaxi, entre outras.

"A Pom Pom é uma excelente forma de entrada neste mercado, pois nos posiciona como a empresa líder no segmento de fraldas geriátricas com a marca BigFral, ao mesmo tempo em que nos proporciona enorme potencial de crescimento no segmento infantil com a marca Pom Pom", afirmou o presidente-executivo da Hypermarcas, Claudio Bergamo, em comunicado.

 

A Pom Pom, que tem faturamento anualizado de R$ 250 milhões, com base no resultado do primeiro semestre, também atua em absorventes femininos, entre outros segmentos.

 

Já a Hypermarcas, fundada em 2000, tem marcas de diversos setores, como Assolan, Monange, Paixão, Risqué, Lucretin, Benegrip, Apracur, Doril, Lisador, Engov, Gelol, Zero-Cal, Bozzano e Cenoura & Bronze.

O grupo brasileiro já vinha apontando a possibilidade de novas aquisições, buscando ampliar seus negócios para concorrer com gigantes internacionais como Unilever e Procter & Gamble.

Em recente entrevista à Reuters, Bergamo revelou que via oportunidades de aquisições de empresas com marcas fortes, mas com desempenho fraco.

"Quando o mundo todo entrou em crise há um ano, nós continuamos investindo", disse Bergamo na ocasião. "Agora que as coisas estão melhorando, há alguns segmentos com potencial para crescer", acrescentou.

Do final de janeiro para cá, o valor das ações da Hypermarcas na Bovespa mais do que triplicou. Nesta quinta-feira, os papéis encerraram valendo R$ 35,25, com alta de 1,61%.

 

A Hypermarcas realizou uma série de aquisições desde sua criação, entre elas a da empresa de cosmésticos Niasi há cerca de 1 ano por R$ 366 milhões e a farmacêutica Farmasa em junho de 2008, com pagamento em ações.

 

 

G1