Por pbagora.com.br

 O governo tem tomado medidas para evitar um novo rebaixamento da nota brasileira pelas agências de classificação de risco, informou nesta terça-feira (22) o gerente de Relacionamento Institucional da Dívida Pública do Tesouro Nacional, André Proite. Ele também é o principal contato do órgão com as agências de classificação de risco.

"A gente trabalha para que as informações e as medidas de consolidação fiscal avancem e que o país volte a ter um resultado fiscal apontando para [o superávit] de 0,7% do PIB [para todo o setor público, o que inclui também os estados, municípios e empresas estatais] em 2016", declarou ele.

Segundo Proite, a visita realizada nesta terça-feira (22) pela agência Fitch, uma das três grandes (as outras duas são a Moodys e a Standard & Poors, que recentemente rebaixou a nota brasileira para abaixo do grau de investimento) ao Ministério da Fazenda já estava agendada anteriormente.

Ele afirmou que não espera um "movimento brusco" por parte dessa agência no que se refere à nota brasileira. Atualmente, a Fitch classifica o Brasil como "BBB", dois degraus acima do grau de investimento (espécie de selo de país bom pagador), mas com perspectiva negativa.

"Essa visita é normal. A gente lida com cinco agências. Há um intercâmbio de informações quase semanal. A visita está dentro da normalidade. Eles [Fitch] vêm pelo menos uma vez por ano ao Brasil", declarou Proite, lembrando que o Brasil anunciou recentemente um pacote de medidas para reequilibrar as contas públicas e tornar o orçamento de 2016 superavitário.

Segundo o coordenador-geral de Administração da Dívida Pública do Tesouro Nacional, José Franco Moraes, informou que, até o momento, não há movimento de saída de investidores estrangeiros da dívida pública interna por conta da perda do grau de investimento pela Standard & Poors. "Não há movimento de saída de estrangeiros. A mesa [de operçaões do Tesouro] monitora isso cada dia", declarou.

G1