Categorias: Economia

Governo anuncia cortes sobre a cerveja; preço deve subir 2,15%

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 O governo decidiu reduzir os tributos sobre a cerveja que entrariam em vigor na próxima segunda-feira (1º), informou a Receita Federal no fim da tarde desta sexta-feira (28). A decisão foi tomada após o compromisso do setor de elevar investimentos e empregos, e de renovar a frota de caminhões.

A carga tributária sobre a lata de cerveja, por exemplo, que estava prevista para subir a 10,93%, será de 10,50%. A alíquota mais elevada entrará em vigor apenas em abril de 2013.

Apesar de o aumento do tributo ter sido adiado, a alta nos preços da cerveja para o consumidor deve ocorrer a partir de segunda-feira (1º) em 2,15%. Se não houvesse o adiamento da entrada em vigor da nova carga, a elevação nos preços seria de 2,85%, segundo o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto.

Governo deixará de arrecadar R$ 76 milhões neste ano
O secretário da Receita afirmou que o governo também aumentou o prazo do aumento da carga. Antes, haveria aumento anual de 6,25% por quatro anos sobre a carga de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e PIS/Cofins. Agora, será semestral de 2% durante seis anos.

Com essa mudança, o governo deixará de arrecadar R$ 76,3 milhões em 2012, e R$ 401,1 milhões em 2013, informou a Receita Federal.

Ele afirmou que se a indústria não cumprir com o acordo firmado, a carga tributária será elevada como estava previsto anteriormente.

Barreto disse ainda esperar que essa medida contribua com o controle da inflação neste e no próximo ano. "Esperamos que isso vá influenciar no controle dos índices de inflação", sustentou o secretário.

Alta do IPI sobre a cerveja foi anunciada em maio
Em maio, o governo determinou o aumento do IPI sobre as bebidas frias, como cerveja, água, refrigerantes e isotônicos.

Essa alta entra em vigor a partir de 1º de outubro, e a expectativa era de que os produtos ficassem até 5% mais caros.

Indústria mantém plano de investimentos
A Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil), que reúne mais de 96% do volume de cerveja vendida no país, elogiou a medida e disse que os fabricantes poderão manter seus planos de investimentos já anunciados.

Os investimentos a serem preservados compreendem o aumento da capacidade produtiva fabril, a renovação da frota de caminhões e veículos leves, a aquisição de equipamentos de refrigeração, a disponibilização de mais recursos para a capacitação e educação profissional, mais recursos para pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e embalagens, além de programas sociais de conscientização do consumo responsável de cerveja, conforme planos de cada empresa, já anunciados.

(Com informações da Reuters)

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