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Gasolina terá menos álcool para segurar preço

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O governo decidiu reduzir de 25% para 20% a proporção de álcool misturado à gasolina. O objetivo é aumentar a quantidade do combustível renovável no mercado e, com isso, tentar conter a alta do preço nos postos, em razão da entressafra da cana-de-açúcar. A medida entra em vigor em 1º de fevereiro e valerá por 90 dias, até o início da safra, informa a reportagem de Humberto Medina, publicada na edição desta terça-feira (12) na Folha.

O álcool combustível produzido nas usinas tem dois destinos: o anidro (sem água) é misturado à gasolina, e o hidratado é vendido nos postos para abastecer principalmente carros flex.

Com a medida, o álcool anidro que deixar de ser aproveitado na gasolina será transformado em hidratado, o que aumenta a oferta e, em tese, ajuda a frear a alta de preços. Para o mercado, porém, a decisão do governo deve encarecer a gasolina –e os carros que a utilizam, com menos álcool na mistura, emitirão mais poluentes.

O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que a expectativa do governo é que o preço da gasolina seja reduzido. Técnicos do seu ministério, no entanto, preveem que ela fique 2% mais cara.

Lobão disse que caberá à ANP (Agência Nacional do Petróleo) fiscalizar o cumprimento da decisão do governo. O ministro estima a economia de 100 milhões de litros por mês de álcool em consequência da decisão do governo –número que chegaria a 1,2 bilhões de litros, segundo ele, ao longo de um ano. ‘Isso fará com que o preço [do álcool] se reduza, é nossa esperança’, afirmou.

A portaria foi assinada pelos ministros que compõem o Cima (Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool). São eles: Reinhold Stephanes (Agricultura), Edson Lobão (Minas e Energia), Nelson Machado (Fazenda, interino) e Ivan Ramalho (Desenvolvimento, interino).

Chuvas e entressafra

A redução vem no momento em que o país teme pelo desabastecimento interno de álcool e pela elevação exorbitante do preço do produto. O setor energético não acredita em diminuição de preços, mas vê a medida como um freio aos reajustes do produto.

As tempestades nas regiões Sul e Sudeste, que comprometeram a colheita da cana no fim do ano, e a entressafra da cultura, que começa agora em janeiro e vai até abril, são os fatores que melindraram as previsões de oferta de álcool.

Segundo Lobão, o preço do açúcar no mercado internacional subiu e por isso houve preferência dos usineiros em produzi-lo em detrimento ao álcool, e as chuvas intensas fizeram com que a taxa de sacarose no caldo da cana tenha caído, o que reduz a produtividade.
 

Folha

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