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Folha cita CG como maior taxa de poder de consumo

Folha de São Paulo cita Campina Grande e Caruaru como cidades com “maiores taxas de expansão do poder de consumo” no NE

Em matéria especial, a edição das bancas do jornal Folha de São Paulo deste domingo, dia 21 de março de 2010, destaca o crescimento de duas cidades do interior nordestino: Campina Grande e Caruaru. O jornal cita as duas cidades como as que tem “as maiores taxas de expansão do poder de consumo” da região, segundo estudo da consultoria Target Marketing, feito a pedido do jornal.

 

Segundo a matéria, assinada pela jornalista Mariana Barbosa, estas duas cidades estão recebendo investimentos de grandes grupos econômicos, a exemplo de Pão de Açúcar, Carrefour, Walmart e Lojas Aemricanas devido a este crescimento. “Estas cidades (…) devem absorver parte significativa dos investimentos planejados pelos grandes varejistas, de mais de R$ 11 bilhões até 2013”.

 

Veja, na íntegra, a matéria da Folha:

 

Grande varejo avança no interior do NE

 

Redes desembarcam em cidades médias, como Campina Grande (PB) e Caruaru (PE), onde o consumo mais se expande hoje no país

 

De olho no aumento do consumo da classe C, grupos vão destinar boa parcela de seus investimentos à abertura de lojas na região

 

MARIANA BARBOSA

 

DA REPORTAGEM LOCAL

 

Grandes redes como Pão de Açúcar, Carrefour, Walmart e Lojas Americanas estão descobrindo o interior do Nordeste.

 

Atraídas pelo aumento de renda da classe C, essas empresas estão investindo em formatos menores para se instalar em municípios de 200 mil a 400 mil habitantes, como Campina Grande, na Paraíba, e Caruaru, em Pernambuco.

 

Essas cidades médias do interior nordestino devem absorver parte significativa dos investimentos planejados pelos grandes varejistas, de mais de R$ 11 bilhões até 2013, com a abertura de mais de mil lojas.

 

Um estudo da consultoria Target Marketing feito a pedido da Folha mostra que as cidades desse porte na região Nordeste são as que apresentam as maiores taxas de expansão do poder de consumo. "O crescimento está se espalhando pelo interior", diz Marcos Pazzini, diretor da consultoria.

 

"Há um esgotamento do mercado no eixo Rio-SP, onde o custo de operação é muito mais alto e a competição é mais acirrada", avalia Olegário Araújo, gerente de atendimento a varejistas da Nielsen.

 

No Grupo Pão de Açúcar, o foco neste ano será levar as bandeiras Extra Supermercado e Assaí para fora do eixo Rio-São Paulo, principalmente para o Nordeste. O grupo não revela quantas das cem novas lojas previstas para este ano irão para o Nordeste, mas a expansão já começou. Em fevereiro, o grupo inaugurou um Assaí em Caruaru, o primeiro em Pernambuco. "Estamos vendo hoje uma grande expectativa de crescimento da segunda cidade de cada Estado da região", diz o diretor-executivo de operações e comercial regional do Grupo Pão de Açúcar, Marcelo Lopes.

 

"Quando você já tem a consolidação na primeira cidade, você pode, então, partir para atender a demanda das menores com um formato que não precise de tanto investimento."

 

O Walmart, que com a aquisição da rede Bompreço em 2004 se transformou em líder do varejo no Nordeste, pretende destinar à região metade dos investimentos de R$ 2,2 bilhões previstos para este ano. No ano passado, das 91 lojas abertas pela varejista, 44 foram no Nordeste. Destas, mais da metade está no interior, em cidades pequenas e médias.

 

O Carrefour também prepara a expansão de seu formato Bairro, hoje concentrado em São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal. "Nosso foco é reforçar a atuação em praças em que já estamos e ainda expandir para as regiões Norte e Nordeste", diz Renata Moura, diretora de Assuntos Corporativos.

 

O plano de expansão das Lojas Americanas prevê a entrada da rede em 200 novas cidades até 2013. Com um investimento de R$ 1 bilhão, a empresa pretende abrir 400 lojas, das quais 90 no Nordeste. Isso significa bem mais que dobrar de tamanho na região -de 61 para 151 unidades.

 

O crescimento do poder de consumo das famílias no interior do Nordeste tem origem, entre outros fenômenos, em um processo de migração industrial que ocorreu nos últimos anos. Atraídos por incentivos fiscais e custos menores, diversos fabricantes de bens de consumo, como calçados, têxteis e alimentos, abriram unidades no Nordeste, gerando empregos e renda maior.

 

"O Bolsa Família teve um impacto nos primeiros três anos, mas já está absorvido. Hoje o efeito é mais incremental", avalia Alberto Serrentino, sócio sênior da consultoria GS&MD Gouvêa de Souza.

 

Para crescer no Nordeste, porém, não basta ter uma marca conhecida. Ao desembarcar na região, os gigantes do varejo encontram redes regionais fortes, que também se beneficiaram do aumento da renda nos últimos anos. Algumas se tornarão alvo de aquisições. Outras serão concorrentes. "Há muita gente boa no [varejo do] Nordeste, que não se intimida", diz Serrentino. "Só se dá bem quem entende o mercado e consegue adaptar o sortimento à cultura local", conclui Souza.

 

 

 

Redação

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