Por pbagora.com.br

Os países-membros do Fundo Monetário Internacional (FMI) se comprometeram neste domingo (5) a colocar fim ao controle europeu da chefia do organismo, dando acesso a ela a integrantes de outras regiões do mundo.

O Comitê Monetário e Financeiro Internacional, que representa os 186 países-membros do FMI, deve aprovar em abril um novo processo de seleção "da gerência" da entidade, que será "aberto, baseado no mérito e transparente".

A declaração do comitê foi feita ao final de seu encontro semestral, realizado no Centro de Convenções de Istambul, na Turquia

Desde sua fundação, em 1944, todos os diretores-gerentes do Fundo foram europeus, enquanto o "número dois" foi americano. Em troca, os Estados Unidos se reservaram a designação do presidente do Banco Mundial.

O comitê também respaldou a proposta do Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e os principais emergentes) de transferir 5% do voto no FMI dos países ricos, que contam com mais representação, às nações em desenvolvimento e pouco representadas.

Em sua declaração, o órgão diretor também pediu a adoção de reformas financeiras "sem atrasos", e os países-membros se comprometeram a "evitar o protecionismo em todas suas formas".

Também encarregaram os especialistas do FMI a preparar para a assembleia de abril um relatório que detalhe os princípios para a retirada coordenada das medidas de estímulo fiscal no mundo todo.

O diretor-geral do fundo, Dominique Strauss-Kahn, também disse que o novo papel do fundo na economia mundial vai implicar um "aumento considerável" de seus recursos.

 

G1

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