Nenhuma das 13 maiores montadoras será poupada pela crise financeira. Todas as empresas do grupo, responsável por 90% das vendas totais de veículos, vão registrar queda de produção neste ano ante 2008, em porcentuais que variam de 4,6% a 30%, revela estudo da PricewaterhouseCoopers.

 

A recuperação de algumas marcas só começará a ocorrer no segundo semestre de 2010, porém serão necessários mais dois anos para que o mercado de carros retome o fôlego do período pré-crise.

 

Algumas empresas não voltarão a ser as gigantes que eram. Nos próximos anos, a General Motors deve manter-se como segunda maior montadora, atrás da japonesa Toyota, que conquistou o posto no ano passado, após 77 anos de reinado da concorrente americana.

 

Quem mais perderá posições no ranking é a também americana Ford, que deve cair da terceira para a quinta colocação, atrás da franco-japonesa Renault/Nissan e da alemã Volkswagen. A Ford vem se desfazendo de suas marcas. Já vendeu a Land Rover e a Jaguar e agora negocia a Volvo.

 

Em volume de produção, a Chrysler terá o maior porcentual de queda, de 42% entre o período 2008/2012, caindo da 10ª para a 13ª posição entre as maiores fabricantes. O quadro pode ser diferente se a marca somar-se à Fiat, na parceria recém anunciada. O volume das duas colocará o novo grupo no 8º lugar na lista. Do lado oposto, a Hyundai é a marca que mais deve crescer em produção: 34%. Ainda assim, manterá seu atual posto de 6ª no ranking mundial.

 

Grupos chineses e indianos não aparecem no ranking, mas isso não deve tardar. Vários deles negociam marcas com as companhias em dificuldade. A indiana Tata já comprou a Land Rover e a Jaguar, e a chinesa Chery está de olho na Volvo.

 

O estudo da Price leva em conta a produção de automóveis e comerciais leves com base em projeções de analistas de mercado por meio de um modelo chamado Expert Model, baseado em econometria e conhecimento acumulado de mercado, bem como em anúncios públicos das próprias fabricantes.

 

"Vai ser vencedor o grupo que tiver fôlego para passar a crise e manter a capacidade de investir em produtos e tecnologias", diz Marcelo Cioffi, da Price do Brasil. Segundo ele, empresas que tiverem produtos atualizados vão reagir mais rapidamente quando o mercado voltar a crescer.

 

 

O Estado de S. Paulo

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