Estudantes secundaristas de Campina Grande prometem acampar nesta sexta-feira (24), o prédio da Secretaria de Finanças da PMCG para fazer um novo protesto contra o aumento do preço das passagens de coletivo sancioado pelo prefeito Romero Rodrigues (PSDB). Eles questionam o reajuste a postura do gestor tucano em favor dos empresários do setor.
Inconformados com o terceiro aumento da tarifa do transporte coletivo na cidade no ano de R$ 2,30 para R$ 2,55 eles ocuparam ontem o prédio das secretarias municipais de Administração e Finanças, no Centro. Os protestos estão sendo articulados pelo Movimento Passe Livre, que exige uma audiência com o prefeito Romero Rodrigues para discutir suas reivindicações. Os estudantes querem uma reunião com o prefeito em local aberto.
Após a manifestação, no final da tarde, membros do movimento se reuniram com representantes da Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos de Campina Grande (STTP) e com o secretário executivo da prefeitura, Arquimedes de Castro, que assumiram o compromisso de viabilizar para a próxima semana uma audiência com o prefeito. A ocupação foi a segunda mobilização do Movimento Passe Livre após o prefeito decidir pelo reajuste da tarifa e além de cobrar a redução do valor para R$ 2,30, inclui também reivindicações para a melhoria da qualidade da frota de coletivos, solução dos constantes atrasos na circulação, implantação de um passe livre para estudantes secundaristas e universitários e mudanças na composição do Conselho Municipal de Transportes.
Um dos coordenadores do Movimento Passe Livre, Gillard de Oliveira, disse que a intenção é continuar realizando protestos até que o prefeito reduza a tarifa. “Queremosum encontro com Romero. Não queremos intermediários”, explicou o estudante, que admitiu que nenhum pedido de audiência tinha sido encaminhado ao Gabinete do Prefeito.
A Prefeitura de Campina Grande, através da Coordenadoria de Comunicação, explicou que o prefeito vem cumprindo seu dever de manter o sistema de transportes coletivos funcionando e por “consciência social” sancionou um reajuste de R$ 2,55 e não R$ 2,65, como foi aprovado pelo Conselho Municipal de Transportes, para cobrir uma série de reajustes dos insumos do sistema de transporte. Os estudantes podem voltar hoje para realizar um novo protesto.
Redação
