Por pbagora.com.br

Mesmo com a pandemia o mercado se mostra otimista para o crescimento das startups, a previsão de crescimento é de 10% segundo pesquisa realizada pela Advance. O covid-19 trouxe grandes mudanças nas empresas e a maior percepção foi a necessidade do investimento em tecnologia e novas soluções. Quem fala a respeito é a consultora Morganna Tito, gerente de Inovação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Campina Grande, e representante na Paraíba do programa do Governo Federal InnovAtiva e o representante da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), Amure Pinho.

Para que se tenha ideia, o volume de investimento em startups no país só no mês de janeiro deste ano foi de US$ 630 milhões, representando 18% do total investido em 2020 inteiro, de acordo com o estudo da Inside Venture Capital Brasil. Atualmente existem mais de 13.000 startups cadastradas na Abstartups. E o ritmo segue acelerado, já que a média de crescimento anual hoje em dia é de 26,75%, conquistando também os paraibanos.

De acordo com a consultora Morganna Tito, gerente de Inovação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Campina Grande, e representante na Paraíba do programa do Governo Federal InnovAtiva, ainda não há um número exato do número de startups na Paraíba. “Esses dados estão sendo levantados, tanto em João Pessoa como em Campina Grande. “Ainda estamos mapeando os números”, disse, destacando ainda que, o viés tecnológico é uma das características principais desse negócio. “Tecnologia essa que não precisa ser um aplicativo, ou uma solução em software. Ela pode ter uma aplicação social, ambiental, biológica, entre outras”, comentou.

Segundo Amure Pinho, as startups viraram o jogo e estão muito presentes no nosso dia a dia, nos smartphones, nas ferramentas que a gente usa para se comunicar, na forma como a gente compra e contrata. “O nosso universo contextual está tendo participação efetiva das startups”, avalia Amure, onde destaca que a redução na taxa básica de juros como um dos impulsionadores dos investimentos no setor:

“Tivemos uma entrada muito forte de capital externo no Brasil. Pode-se ver com a entrada do SoftBank (conglomerado japonês de telecomunicações) investindo em vários unicórnios. Isso aconteceu, em grande parte, porque a gente teve uma queda da taxa de juros e essa queda faz os investidores saírem dos bancos e investimentos mais conservadores para investimentos um pouco mais arriscados, e as startups acabam se beneficiando disso. O resultado que a gente tem é que, a cada ano, as startups vão ganhando muito espaço na economia brasileira, redesenhando, de certa forma, parte da economia através da inovação”, finalizou Pinho.

Redação