Os índices de endividamento e inadimplência na Região Metropolitana de João
Pessoa apresentaram um leve crescimento neste mês de fevereiro quando
comparados ao mês anterior.
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do
Consumidor na Região Metropolitana de João Pessoa (PEIC) é realizada pelo
Instituto Fecomércio de Pesquisas Econômicas e Sociais da Paraíba (IFEP)
com cerca de 400 consumidores nos dez primeiros dias do mês.
*Endividamento*
O IFEP informou que o nível de endividamento entre os consumidores da
Região metropolitana de João Pessoa subiu 0,76 p.p. em comparação ao mês de
janeiro.
A pesquisa aponta que 76,50% dos consumidores possuem algum tipo
de dívida voluntária (parcelamentos de cartão de crédito, carnê, cheque
pré-datado e especial, empréstimos pessoais, entre outros). Na comparação
com o mesmo período do ano anterior, a taxa de endividamento apresentou uma
retração de 1,8 p.p., já que em fevereiro/2013 o número de endividados
representava 78,3%.
Na análise por sexo, o percentual de endividamento das mulheres (78,34%),
foi superior ao dos homens (74,32%), com expansões de 0,88 e 0,63 pontos
percentuais, respectivamente. Por faixa salarial, os consumidores com
rendimentos de até dois salários mínimos foram os que registraram maior
alta (1,27p.p), e por faixa etária, o maior crescimento aconteceu entre os
consumidores com idades entre 37 e 47 anos (1,0 p.p.).
O cartão de crédito
apareceu mais uma vez como a principal forma de endividamento, com 70,39%,
seguido por financiamento de veículos (18,42%), prestação da casa própria
(9,54%), carnê de loja e empréstimo pessoal (4,28% cada) e cheque especial
(3,29%).
Ainda segundo a pesquisa, os consumidores apresentaram, em média, 38,15% de
comprometimento de sua renda mensal com pagamento de dívidas. O ideal é que
esta taxa para pagamento de dívidas não ultrapasse 30%.
*Inadimplência*
Segundo a pesquisa, a inadimplência (consumidores que não podem quitar as
contas atrasadas em um prazo de 90 dias) sofreu uma alta de 0,53 pontos
percentuais quando comparado ao mês de janeiro, atingindo um total de 6,98%
dos consumidores.
Em relação às contas em atraso, neste mês, 14,05% dos
entrevistados admitiram possuir alguma dívida atrasada, um resultado 0,02
p.p. maior que o registrado em janeiro.
O principal motivo pelas contas em atraso é a falta de planejamento nos
gastos domésticos (60,47%), seguido do desemprego na família (9,3%),
inflação (6,98%) e o não recebimento do montante destinado à compra para
terceiros (4,65%).
A maior parte dos consumidores com contas em atraso (65,12%) não tentou
renegociar suas dívidas com os credores no mês de fevereiro, contra 34,88%
que tentaram a renegociação.
Já as maiores dificuldades encontradas para a
renegociação foram apontadas como sendo a elevada taxa de juros (46,67%),
prazos curtos para pagamento (40%) e a falta de recursos financeiros
(33,33%). Vale ressaltar que 20% dos consumidores com contas em atraso
conseguiram renegociar as dívidas sem nenhuma dificuldade, e 6,67% dos
credores não admitiram a renegociação das dívidas com seus clientes.
Ascom
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