BC e CMN retiraram R$ 61 bilhões da economia com compulsório maior.
Medidas são para evitar ‘exageros’, diz ministro da Fazenda.

 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou nesta sexta-feira (3) que as medidas tomadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), do qual é presidente, e pelo Banco Central, de retirar mais R$ 61 bilhões da economia por meio do aumento dos depósitos compulsórios, são "boas", "adequadas" e "corretas" neste momento de forte expansão dos empréstimos.

Ele também admitiu que as medidas vão pressionar para cima os juros cobrados pelos bancos nas suas operações de crédito. "Acho que as medidas são muito boas, muito acertadas. O crédito cresceu muito ultimamente. A demanda já está em um patamar satisfatório. É claro que isso vai encarecer um pouco o crédito, mas neste momento em que há uma expansão, é oportuno fazê-lo", declarou.
 

Ele também disse que a outra medida anunciada, de aumentar a exigência de capital para empréstimos de prazos mais longos, também é importante. "São prudenciais. Quando você faz um financiamento de muito longo prazo, exige mais capital dos bancos, de modo que se houver algum problema, eles têm cobertura", afirmou a jornalistas. Segundo Mantega, as medidas prudenciais estão de acordo com as negociações do G20 e de Basiléia III.

O ministro da Fazenda negou, porém, que haja preocupação sobre a qualidade do crédito no Brasil. "Não é que está preocupante (a qualidade do crédito), mas o crescimento foi muito forte e hoje já foi totalmente restabelecido o crédito no período pós-crise e tem de dar uma moderada para que não passe dos limites", disse Mantega.

Em sua visão, as autoridades têm de olhar para as "mudanças conjunturais" da economia. "Passamos por um período de restrição de crédito no passado, que foi totalmente superado. O setor privado está voltando [a conceder crédito]. Temos de evitar que haja exageros. Então, as medidas foram adequadas", concluiu.
 

 

G1

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