Com a piora dos mercados internacionais e um aumento nas compras por importadores, o dólar fechou em alta ante o real nesta sexta-feira.

Operadores afirmaram que também contribuiu para o avanço da divisa norte-americana um ajuste técnico às baixas registradas recentemente.

O dólar subiu 0,62 por cento, a 2,263 reais para venda, após chegar a exibir variação negativa de 0,13 por cento logo na abertura. Na semana, no entanto, a moeda acumulou queda de 1,65 por cento e no mês, de 4,56 por cento.

Gerson de Nobrega, gerente da tesouraria do Banco Alfa de Investimento, avaliou que, apesar da "bolha" de euforia dos últimos dias, "o cenário ainda continua muito incerto e não sabemos onde (o mercado) vai parar".

Nos Estados Unidos, os mercados acionários abriram o pregão em alta, mas reverteram os ganhos com preocupações sobre o sistema bancário e más notícias sobre a American Express e a General Eletric. No final da tarde, as bolsas de valores norte-americanas caíam mais de 1 por cento, enquanto a Bovespa cedia 0,5 por cento.

Frente a uma cesta com as principais moedas globais, o dólar avançava em torno de 1 por cento, também rebatendo as baixas dos últimos dias.

Segundo os dados mais atualizados da BM&F, o volume de dólar negociado no mercado à vista era de cerca de 1,1 bilhão de dólares –bem abaixo da média diária desta semana, de 2,7 bilhões de dólares.

Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora de Câmbio, explicou que, depois da queda recente, o dólar tornou-se mais atrativo principalmente para importadores.

Segundo o analista, as pressões decorrentes de uma procura maior pela divisa terminaram por pressionar as cotações nesta sessão.
 

 

Estadão

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