Após operar em alta frente ao real na maior parte do pregão, o dólar comercial seguiu o exemplo dos demais mercados financeiros e inverteu de rota durante a tarde. Os agentes repercutiram a decisão da manutenção da taxa de juros dos EUA no patamar atual. Assim, a divisa norte-americana terminou as negociações desta quarta (18) cotada a R$ 2,251, com queda de 1,48%

O motivo da reação dos mercados foi a decisão do Federal Reserve (Fed), banco central americano, que mantave a taxa básica do país entre zero e 0,25% ao ano, conforme o esperado. O Fed também manteve a taxa de redesconto – juro que cobra em seus empréstimos diretos aos bancos – em 0,50% ao ano.

O banco central norte-americano ainda surpreendeu o mercado ao anunciar que vai comprar até US$ 300 bilhões em títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries) nos próximos seis meses.

Neste mês, o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco da Inglaterra já deram continuidade à série de reduções das taxas básicas de juro da zona do euro e da Grã-Bretanha, levando-as às mínimas históricas de 1,5% e 0,50%, respectivamente.

No Brasil, o Banco Central também baixou a Selic para o menor nível já registrado, de 11,25%ao ano, na semana passada.

Fluxo de dólares

Nesta quarta, outro fator de peso sobre o mercado cambial foi a informação que

o fluxo de dólares para o Brasil foi negativo na semana passada. No acumulado deste mês, até a última sexta-feira (13), o déficit ficou em US$ 2,18 bilhões, de acordo com números do Banco Central divulgados nesta quarta-feira.

A saída de divisas na parcial de março representa piora em relação ao quadro visto em igual período de 2008, quando houve a entrada de US$ 9,72 bilhões na economia brasileira.

Reuters

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