volatilidade dominou o mercado de câmbio nesta sexta-feira (5), com o dólar em alta de 0,37% ao final de um pregão influenciado pelas preocupações com a situação fiscal da Europa e pela surpresa positiva com a queda da taxa de desemprego nos Estados Unidos.
A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 1,891, maior patamar desde 1º de setembro do ano passado. Com o resultado desta sexta-feira, o dólar anulou a queda que exibia em fevereiro e agora acumula variação positiva de 0,32%. Foi a quarta semana consecutiva de alta do dólar frente à moeda brasileira.
Influências
O relatório de emprego dos EUA, que trouxe uma taxa de desemprego a 9,7$ em janeiro, foi responsável pelo momento mais favorável à queda do dólar perante o real.
Mas o alívio foi efêmero, pois outros dados, como o fechamento de 20 mil postos de trabalho, indicaram uma situação ainda complicada para o mercado de trabalho do país.
Depois disso, o dólar recuperou valor e voltou ao nível de R$ 1,88, influenciado pelo clima ainda ruim na Europa. A preocupação com a saúde fiscal de Grécia, Espanha e Portugal foi o principal motivo para a disparada do dólar na quinta-feira e mantinha as bolsas de valores sob pressão no dia.
Patamar de R$ 1,90
Na próxima semana, os investidores continuarão alertas aos acontecimentos do exterior. No caso de um agravamento da situação na Europa, profissionais do mercado reconhecem que deve haver uma resistência "natural" contra o rompimento do nível de R$ 1,90.
Entretanto, há quem pondere que não há um nível anormal de posições montadas em torno desse patamar, o que pode facilitar a subida da moeda norte-americana. "Eu não vejo R$ 1,90 como um ponto forte", disse Jorge Knauer, gerente de câmbio do banco Prosper, no Rio de Janeiro.
G1







