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Dólar fecha no acumulado com maior alta em mais de um ano

O dólar comercial fechou em alta nesta quarta-feira (31). A moeda norte-americana teve valorização de 0,23%, cotada a R$ 1,593. Com isso, o dólar quebra uma sequência de quatro quedas seguidas.

Encerrando o mês de forte volatilidade com alta acumulada de 2,68%, a moeda ainda não conseguiu passar a barreira de R$ 1,60. A valorização mensal é a maior desde maio de 2010, quando subiu 4,78%.

No ano, porém, a desvalorização chega a 4,41%.

Em setembro, a expectativa por novos estímulos para a economia dos Estados Unidos ameaça intensificar a tendência de queda do dólar em todo o mundo, o que poderia esquentar novamente a disputa do governo contra a valorização do real.

Em agosto, o inédito rebaixamento da nota da dívida norte-americana pela agência Standard & Poor’s, de "AAA" para " AA+", o medo de um agravamento dos problemas orçamentários na Europa e a possibilidade de uma recessão nos Estados Unidos provocaram a maior instabilidade desde a crise de 2008, com o dólar chegando a valer mais de R$ 1,65 na segunda semana do mês.

O que ajudou a tranquilizar os investidores no final de agosto foi a sinalização do banco central norte-americano de que novos estímulos poderão ser usados para evitar uma freada mais brusca da economia. O comitê de política monetária do Federal Reserve (Fed) já ampliou a duração de sua próxima reunião para dois dias, em 20 e 21 de setembro.

Um programa de estímulo monetário via compra de títulos no mercado provocou no fim do ano passado e no começo de 2011 uma tendência de queda do dólar em todo o mundo.

Mas o economista-chefe da corretora BGC Liquidez, Alfredo Barbutti, alerta para um contra-ataque do governo caso o dólar volte a cair. "Está claro que, se o mercado começar a querer jogar (o dólar para baixo), o governo pode aumentar (o imposto sobre derivativos) para 2%, 3%, 4%", disse à Reuters.

Barbutti se referia ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 1% sobre operações com derivativos que aumentem posições vendidas líquidas em dólares acima do patamar de US$ 10 milhões de dólares.

O economista, que é cético a respeito de novas medidas de estímulo nos Estados Unidos, avalia também que é preciso monitorar a condução da política monetária na Europa, onde o Banco Central Europeu (BCE) pode sinalizar uma postura menos agressiva com a inflação na reunião de 8 de setembro.

"Se vai ter muita volatilidade? Minha impressão é que não. Mas é claro que tudo ainda é muito frágil", afirmou.

Mesmo em um cenário de volta da volatilidade, analistas do Citigroup destacaram que o mercado de câmbio no Brasil tem sido bastante resistente às instabilidades globais, "talvez por causa do aumento considerável das reservas internacionais desde 2008", escreveram. Por isso, preveem que o dólar fique preso na faixa entre R$ 1,58 e R$ 1,60 até o fim do ano, "desde que as commodities sigam nos níveis atuais".

As reservas internacionais atingiram em agosto o patamar inédito de US$ 350 bilhões, quase 70% a mais do que o registrado durante a crise de 2008.

Em setembro, o mercado monitora ainda a volta das férias de verão no Hemisfério Norte, normalmente acompanhada por um retorno das emissões de ações e títulos de dívida. O fluxo cambial ao país, no ano, já soma US$ 61 bilhões.

Nesta quarta-feira, a taxa Ptax, calculada pelo Banco Central e usada como referência para os ajustes de contratos futuros e outros derivativos de câmbio, fechou a R$ 1,587 para venda, em baixa de 0,20%.

UOL com informações da Reuters

 

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