O mercado de câmbio negociou o dólar comercial por R$ 2,300 nas últimas operações desta sexta-feira. O valor representa uma leve baixa de 0,04% sobre a cotação final de ontem. Trata-se da menor taxa desde 16 de fevereiro. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi vendido por R$ 2,420, em um decréscimo de 0,41%.

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) opera com perdas de 0,28%, aos 39.043 pontos. O giro financeiro é de R$ 3,34 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York sobe 0,78%.

Os preços da moeda americana derreteram mais de 3% na semana, quando o mercado devolveu boa parte dos exageros de março, mês que a taxa atingiu o pico do ano (R$ 2,44). "Eu vejo essa correção com um movimento bastante natural do mercado. Todo mundo estava com expectativas tão negativas, que quando surgiram algumas notícias um pouco mais positivas, o mercado parou de piorar", comenta Mário Paiva, analista da corretora Liquidez.

O profissional se refere aos primeiros sinais de melhora, ainda que tênues, de alguns dos grandes bancos americanos afetados pela crise: Citigroup, Bank of America e JP Morgan. Em relação ao primeiro, a imprensa local revelou teve lucro no primeiro bimestre, após meses de resultados negativos.

Paiva, que monitora de perto o mercado futuro de dólar, também notou que a posição dos estrangeiros caiu na BM&F (Bolsa de Mercadorias &Futuros). Para muitos analistas, o fato dos estrangeiros manterem aplicações no mercado futuro em que ganham com a alta do dólar explicava boa parte da desvalorização do real frente ao dólar nos últimos meses. Ele repara que o montante dessas aplicações caiu de US$ 13 bilhões para pouco mais de US$ 11 bilhões neste mês.

"Além disso, caiu muito o risco e a volatilidade do mercado de câmbio. Isso é um bom sinal", avalia. O analista ressalva que não acredita no forte recuo do dólar para as próximas semanas. "O dólar ficou oscilando no ‘range’ [faixa] de R$ 2,25 a R$ 2,50 nesses últimos meses e acredito que vai continuar assim até pelo menos o final deste mês", afirma.

Juros futuros

O mercado futuro de juros, que serve de refência para a tesouraria dos bancos, ajustou para cima os contratos mais negociados, após as fortes quedas registradas nesta semana.

No contrato com vencimento em abril de 2009, a taxa de juros projetada passou de 11,13% ao ano para 11,15%; no vencimento de janeiro de 2010, a taxa projetada subiu de 9,93% para 10,04%; no contrato com o vencimento de janeiro de 2011, a taxa prevista avançou de 10,26% para 10,40%.

Folha

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