Atravessando um dos piores momentos de sua história, a Petrobras vai cortar pelo menos 30% do número de funções gerenciais em áreas não operacionais. Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quinta-feira (28), a estatal afirma que há cerca de 7,5 mil funções gerenciais aprovadas, das quais 5,3 mil são em áreas não operacionais.
O corte faz parte da revisão do modelo de gestão e governança da estatal, divulgado nesta quinta. As medidas podem resultar em uma redução de custos de R$ 1,8 bilhão por ano.
“É um passo muito importante para a companhia, não só para o presente, mas notadamente para o futuro da companhia”, disse o presidente da estatal, Aldemir Bendine, à imprensa após a divulgação da reestruturação. "É um processo bastante abrangente, estruturante de grande complexidade (…). Chegamos a um modelo que eu julgo que é algo revolucionário para a empresa."
Em comunicado, a Petrobras afirma que a revisão do modelo "ocorre em função da necessidade de alinhamento da organização à nova realidade do setor de óleo e gás e da priorização da rentabilidade e disciplina de capital, além de fortalecer a governança da companhia através de maior controle e conformidade nos processos e da ampliação dos níveis de responsabilização dos executivos".
As ações da Petrobras operavam em alta após o anúncio, chegando a subir mais de 12%.
G1







