A crise econômica global fez com que houvesse um declínio no número de bilionários no mundo, de acordo com uma pesquisa anual publicada nesta terça-feira pela revista americana Forbes. Dos 1.125 bilionários que figuravam no ranking do ano passado, 373 saíram da lista deste ano – 355 por terem perdido parte de suas fortunas e outros 18 por terem morrido.

Trinta e oito novatos entraram na lista de 2009 e outras três pessoas retornaram após recuperarem suas fortunas. Os números representam um declínio de 30% no número de bilionários em todo o mundo em relação ao ano passado.

Segundo a revista, esta é a primeira vez desde 2003 que o mundo vê uma "perda líquida" no número de bilionários. Mas, mesmo os 793 que ainda figuram na lista de 2009 sofreram perdas com a crise. Em média, os bilionários perderam 23% de suas riquezas.

No total, as perdas das pessoas mais ricas do mundo foram da ordem de US$ 2,4 trilhões.

O colapso nos mercados de ações fez com que o empresário Bill Gates, fundador da Microsoft, aparecesse no topo da lista deste ano. Mesmo assim, Gates viu sua riqueza diminuir em cerca de US$ 18 bilhões. No total ele acumula uma fortuna de US$ 40 bilhões.

Gates ultrapassou o investidor Warren Buffett, que era o primeiro do ranking no ano passado e cuja fortuna diminuiu US$ 25 bilhões. Em 2008, Buffett havia acabado com o reinado de 13 anos de Gates no topo da lista.

Nos últimos 12 meses, no entanto, as ações de sua empresa, Berkshire Hathaway, perderam 50% de seu valor, o que fez com que ele caísse para a segunda posição.

O magnata das comunicações mexicano Carlos Slim, que ocupava a vice-liderança no ano passado, também ficou US$ 25 bilhões mais pobre, o que fez com que ele terminasse na terceira colocação.

Perdas e ganhos
Quem mais viu sua fortuna diminuir com a crise foi o empresário indiano Anil Ambani. Ele perdeu US$ 32 bilhões – 76% de sua fortuna – com o colapso das ações de sua empresa. A crise fez com que ele saísse do sexto lugar no ranking para a 34ª colocação.

Até o ano passado, era necessário ter um patrimônio líquido de pelo menos US$ 21 bilhões para figurar entre os 20 primeiros no ranking. Mas a crise fez com que, na lista deste ano, o patrimônio mínimo para estar entre os 20 primeiros fosse de apenas U$ 14 bilhões.

Apenas 44 pessoas conseguiram aumentar suas fortunas no ano passado, contra 656 que perderam dinheiro. O único membro dos "top 20" do ranking que conseguiu aumentar seu patrimônio foi o prefeito de Nova York e empresário Michael Bloomberg, cuja riqueza aumentou em US$ 4,5 bilhões.

Entre os brasileiros, os melhores colocados na lista são o empresário Eike Batista (61ª colocação), dono de US$ 7,5 bilhões, e o banqueiro Joseph Safra (62ª), dono de US$ 7 bilhões.

 

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