O crédito concedido às famílias e empresas na zona do euro subiu em março ao ritmo mais lento desde 1991, ano em que se iniciaram os registros, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira pelo Banco Central Europeu (BCE).
Os empréstimos ao setor privado subiram 3,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior, depois de um aumento de 4,3% em fevereiro.
O crescimento do agregado monetário M3, que o BCE utiliza para avaliar a inflação futura, voltou a desacelerar para 5,1%, contra 5,8% em fevereiro.
O M3 é uma medida que indica a quantidade de liquidez disponível na economia num determinado momento, incluindo o dinheiro vivo em circulação, algumas formas de poupanças e as reservas do sistema monetário.
Nos três meses terminados em março, o crescimento do M3 recuou para 5,6% contra 6,4% no trimestre terminado em fevereiro.
Os bancos europeus continuam prudentes na concessão de crédito após terem registrado prejuízos superiores a 210 bilhões de euros em depreciações de ativos e créditos não recuperados, em função da crise.
Num contexto de aumento do desemprego, as famílias estão também adiando despesas maiores, enquanto do lado das empresas há uma contração dos investimentos.
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