Por pbagora.com.br

A “facada” prometida pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, nos recursos do Sistema S teria efeitos “devastadores” sobre programas de educação técnica e serviços de saúde prestados à população da região Nordeste do país que beneficiam, principalmente, jovens e trabalhadores de baixa renda. No Estado da Paraíba, mais de 20 mil pessoas – entre estudantes e trabalhadores – seriam afetadas em 2019.

 

No caso do Sesi e do Senai, quase 230 mil estudantes ficariam sem opção de cursos de formação profissional com o possível fechamento de 54 escolas e demissões de cerca de 3,3 mil trabalhadores das instituições de Alagoas, Sergipe, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão. O próximo governo não divulgou plano para substituir os serviços das entidades para a população, como alternativa aos prováveis cortes orçamentários do Sistema S.

 

“A proposta de cortes no Sistema S teria efeitos devastadores sobre instituições que funcionam e prestam serviços essenciais para jovens e trabalhadores brasileiros. Além de acabar com empregos de educadores, técnicos, especialistas e pesquisadores, se forem feitos, os cortes prejudicarão a educação, pesarão sobre a saúde e afetarão a economia do país como um todo”, explica o diretor-geral do Senai e diretor-superintendente do SESI, Rafael Lucchesi.

 

Danos na Paraíba –  Apenas no Senai, o impacto da prometida “facada” pode comprometer até 30% dos recursos e acabar com mais de 12 mil vagas de cursos técnicos profissionais por ano no Estado. Além disso, o corte orçamentário no Sistema S deve promover o possível fechamento de quatro escolas da instituição de formação profissional dos paraibanos.

 

Já no Sesi, quase 8 mil estudantes do ensino básico e de educação de jovens e adultos podem perder a oportunidade de estudar porque duas escolas de formação profissional da educação básica da instituição podem ser fechadas no estado. Além disso, o desemprego deve aumentar na Paraíba porque os cortes orçamentários no Sistema S, prometidos pelo próximo governo, vão influenciar diretamente na demissão de 275 funcionários do Senai e Sesi paraibanos.

"Esta medida abrupta poderá comprometer o desenvolvimento técnico e consequentemente econômico do estado. Falta mão de obra qualificada. É importante avançar na capacitação e qualificação ao invés de tomar atitudes simplistas que em nada contribuirá para resolver um dos maiores problemas do País na atualidade, que é o desemprego. O choque de gestão, com cortes de gastos sempre se faz necessário, mas há setores que são sensíveis e precisam ser mais fomentados e não desistimulados.", ressalta Fábio Targino, empresário há 22 anos no estado da Paraíba e proprietário do PBAGORA. 

Na prática, o impacto será sentido por todos. No caso de jovens e trabalhadores, os cortes afetariam a principal rede de preparo e qualificação para o mercado de trabalho, com reflexos na capacidade da população de acompanhar a evolução tecnológica das empresas e até de conseguir o primeiro emprego. “A formação profissional e a capacitação técnica de qualidade aumentam a empregabilidade do trabalhador e, para o jovem, é um importante diferencial para conquistar o primeiro emprego, numa faixa etária em que o desemprego é ainda mais grave que na média. O Senai prepara uma parcela importante da população para que tenha uma profissão, e alcança e beneficia jovens e trabalhadores que não teriam as mesmas oportunidades pelo sistema educacional”, lembra Rafael Lucchesi.

 

Redação

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