A confiança do consumidor nos Estados Unidos entrou em colapso em fevereiro, uma vez que as famílias desenharam um quadro terrível da economia. O Conference Board divulgou nesta terça-feira, 24, que a confiança do consumidor caiu para a mínima histórica de 25,0, da mínima anterior de 37,7 em dezembro. Economistas esperavam por um declínio mais modesto em fevereiro, para 35,5.

"Não somente os consumidores estão sentindo que as condições da economia como um todo pioraram, como eles antecipam que não haverá melhora na situação nos próximos seis meses", disse Lynn Franco, que coordena o grupo de pesquisa privado Consumer Research Center. O índice da situação atual caiu em fevereiro para 21,2, de 29,9 em janeiro, enquanto a expectativa era de queda para 27,5.

 A pesquisa sugere que as condições econômicas enfraqueceram de modo geral no 1º trimestre de 2009, disse Franco, enquanto as preocupações com o futuro dos negócios, emprego e ganhos "enfraqueceram mais a confiança e levaram as expectativas para os menores níveis de todos os tempos".

No levamento, os consumidores que avaliam que as condições para negócios são "ruins" subiram para 51,1% de 47,9% em janeiro, enquanto aqueles que viam a situação como "boa" chegaram a 6,8%, de 6,4% no mês passado.

 As preocupações com contratações aumentaram, com aqueles que consideram que emprego está "difícil de conseguir" indo para 47,8% dos entrevistados, de 41,1% em janeiro. A pesquisa é feita com base de amostragem de 5 mil famílias. As respostas foram colhidas em 18 de fevereiro.

 Abertura das bolsas

 Depois do fechamento no menor nível em 12 anos na segunda-feira, as bolsas nos Estados Unidos abriram em alta. O índice Dow Jones – que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York – opera com alta de 1,09%. A Nasdaq – bolsa que negocia ações do setor de tecnologia e internet – opera com valorização de 1,47%.

Dow Jones.

 

 

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