Sem boas colheitas há pelo menos cinco anos e vendo plantações se perderem por causa da seca, tem sido difícil para os comerciantes do Cariri paraibano conseguir produtos para vender. Eles têm viajado para outras regiões e até para outros estados em busca de frutas, verduras e legumes. Em meio à escassez, a chegada das águas da Transposição do Rio São Francisco alimenta a esperança de que o Cariri volte a produzir e as viagens de até 200 quilômetros não sejam mais necessárias.
O comerciante Wilson da Silva Ferreira, 47 anos, tem uma banca no mercado público da cidade de Monteiro, no Cariri paraibano. Sem produtos na região, ele viajar todas as semanas para comprar frutas, verduras e legumes. “As frutas a gente pega de Caruaru [Pernambuco] e Campina Grande [Paraíba] porque essa fruta vem geralmente de Petrolina [Pernambuco]. Aqui na região da gente só tem tomate, pimentão, essas coisas”, diz. Monteiro fica a 172 quilômetros de Campina Grande, no Agreste paraibano, e a 187 quilômetros de Caruaru, em Pernambuco.
Estiagem afeta preço e qualidade
A necessidade de comprar produtos em outros lugares e a escassez acabaram refletindo no custo dos alimentos. “Com certeza aumenta o preço dos alimentos em geral. A seca contribui pra isso. Como está seco, a fruta fica mais escassa, mais difícil. O tomate está caro, o pimentão, o cheiro verde, alface, uva, goiaba, tudo está caro”, relata o comerciante.
Além da dificuldade de encontrar os produtos, por causa da seca o comerciante conta que a qualidade dos alimentos também tem diminuído. Na feira, os clientes também reclamam que as frutas não estão tão boas quanto antes.
Wilson da Silva estava em Monteiro, quando a água chegou no dia 8 de março deste ano. Para ele, o canal vai trazer na água a esperança de que o Cariri volte a produzir. “Essa água chegou em boa hora pra gente, graças a Deus. A situação estava muito ruim e o racionamento muito pesado”, disse.
A transposição
A água da transposição do Rio São Francisco chega a cidade de Monteiro, na Paraíba, através do eixo leste. Neste trecho, a água é captada na cidade de Petrolândia, no Sertão de Pernambuco e viajar por 208 quilômetros até chegar a cidade paraibana. As águas chegaram a Monteiro, no dia 8 de março deste ano. Em menos de um mês, o primeiro açude a receber as águas já começou a sangrar.
Redação com G1
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