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Comerciantes da Torre na capital tiveram prejuízos com alagamentos

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Comerciantes do bairro da Torre, situados nas proximidades do Mercado Público, disseram que os alagamentos provocados pelas fortes chuvas caídas na última quarta-feira atrapalharam as vendas durante todo o dia. Os alagamentos nas ruas Carneiro da Cunha e Feliciano Dourado, nos arredores do mercado, provocaram prejuízos, já que os consumidores não tinham como caminhar nem como dirigir seus carros na localidade por causa do alto nível da água acumulada.

 

O microempresário Divaldo Ramos, que tem um estabelecimento comercial na Rua Feliciano Dourado, ao lado do Mercado da Torre, revelou que quarta-feira passada presenciou o maior alagamento já visto por ele nos últimos 30 anos. Ele comercializa produtos plásticos e contou que naquela última grande chuva não conseguiu vender nada, até porque nenhum consumidor se atreveu a ir ao mercado por causa dos grandes alagamentos.

"Vizinho a minha loja tem uma revendedora de veículos e o dono sofreu para afastar os carros para um lugar mais alto. Teve carro que estava estacionado em frente a loja dele que ficou literalmente boiando. Foi um sufoco para comerciantes e consumidores", ressaltou Divaldo Ramos.

 

Francenildo Machado, dono de um box de revenda de cereais no mercado, disse que passou o dia sem vender praticamente nada. "Não sei se a culpa é da prefeitura que não abre mais galerias pluviais ou é do povo que joga lixo nas ruas. Eu só sei que naquela chuva de quarta-feira o nível da água nessa rua subiu cerca de 60 centímetros, durou cerca de quatro horas e foi o bastante para impedir que o comércio local funcionasse".

 

O comerciante Sandro de Oliveira disse que a culpa do alagamento nas ruas ao redor do Mercado Público do bairro é da falta de infraestrutura da prefeitura da capital. "As galerias existentes são antigas, pequenas e não suportam chuvas como as que caíram na última quarta-feira. Os alagamentos prejudicaram os comerciantes e também os consumidores que não tinham como transitar", destacou Sandro Oliveira.

 

O consumidor Cláudio Lacerda disse que o bairro da Torre não suporta muita chuva e que com apenas 20 minutos de chuva o trânsito ao redor do mercado fica um caos, e o pior é que as pessoas não sabem que contribuem com esses alagamentos a cada dia que jogam sacos plásticos ou papel no meio da rua.

 

A dona de um box do mercado, Ana Maria, disse que o movimento de vendas ficou totalmente prejudicado na Rua Carneiro da Cunha. Ela disse que naquela chuva de quarta-feira estava impossível para qualquer consumidor chegar ao Mercado da Torre, porque estava complicado dirigir naquela área. "Pessoas que deixaram seus veículos estacionados tiveram grandes problemas e prejuízos, porque o nível da água chegou à altura das portas dos carros. Teve um cidadão que tentou abrir a porta do carro se arrependeu porque o veículo ficou cheio d'água", contou.

 

 

Redação

 


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