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China quer dar novo estímulo à economia, diz premiê

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O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, disse que seu país está pronto para introduzir novas medidas para estimular a economia "a qualquer momento".

Em uma entrevista coletiva em Pequim nesta sexta-feira, para marcar o fim do encontro anual do Congresso Nacional do Povo (o Parlamento chinês), Wen afirmou que o país "tem munição" para adicionar ao pacote de US$ 586 bilhões anunciado pelo governo.

O líder chinês disse esperar que a China e o resto do mundo estejam em uma situação melhor em 2010.

Wen reconheceu que o objetivo pode ser difícil de atingir, mas não impossível.

"Em primeiro lugar, precisamos ter muita confiança", afirmou. "Apenas quando tivermos confiança, teremos coragem e força, e só com elas poderemos superar as dificuldades."

Na abertura do Congresso, há nove dias, Wen disse que este ano seria um dos mais difíceis da história moderna da China.

Há dois dias, dados oficiais divulgados pelo governo chinês mostraram que as exportações do país caíram mais de 25% em fevereiro, em relação ao ano anterior. As importações caíram 24,1% no mesmo período.

Em novembro, o governo havia anunciado um pacote de estímulo econômico no valor de US$ 585 bilhões, na tentativa de atingir uma meta de crescimento anual de 8%, além de incentivar o consumo e a demanda.

Investimentos nos EUA

O primeiro-ministro também disse estar preocupado com a segurança dos investimentos do país nos Estados Unidos.

Wen afirmou que a China emprestou grandes quantias aos Estados Unidos e pediu para o governo americano assegurar que sua resposta à atual crise econômica global não desvalorize o investimento.

Analistas dizem que a China tem centenas de bilhões de dólares aplicados em títulos do Tesouro americano e em outros fundos do governo dos Estados Unidos, que compõem uma proporção substanciosa das reservas de moeda chinesa.

Tibete

Nesta que é a única entrevista coletiva cedida pelo primeiro-ministro chinês a cada ano, Wen ainda defendeu a atuação de seu governo no Tibete.

"A paz, a estabilidade e o progresso contínuo do Tibete são a prova de que as políticas que adotamos no território estão corretas", afirmou.

Na última terça-feira, por ocasião do 50º aniversário de uma revolta fracassada de tibetanos contra o regime chinês, o Dalai Lama (líder espiritual tibetano) disse que a China tornou a vida no território "um inferno na Terra".

Wen disse que poderia retomar o diálogo com representantes do Dalai Lama se ele parar de "defender o separatismo".

O premiê chinês pediu ainda para a França esclarecer sua posição em relação ao Tibete, dizendo ser necessário melhorar as relações entre os dois países.

No ano passado, o presidente francês Nicolas Sarkozy irritou o governo da China ao se encontrar com o Dalai Lama.

 

BBC

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