O consumidor voltou a se endividar no começo de 2011 e os cheques sem fundos apareceram como os maiores vilões do calote entre janeiro e março deste ano. Uma pesquisa da empresa de análise de crédito Serasa Experian divulgada nesta sexta-feira (8) mostrou que a inadimplência aumentou 21,4% na comparação com os três primeiros meses de 2010.
O aumento das dívidas no período foi maior do que o verificado no final do ano passado, época mais comum de endividamento devido ao Natal. Entre outubro e dezembro, os calotes aumentaram 20,3% em relação ao final de 2009.
Os cheques sem fundos foram os principais responsáveis pelo crescimento do índice, com alta de 24,6% no total de dívidas entre o primeiro trimestre deste ano e o do ano passado. Sozinhos, eles responderam por mais de 1 em cada 10 dívidas (11,8%).
As dívidas com bancos responderam por quase metade (47,1%) do total de dívidas, mas cresceram pouco em relação ao começo de 2010 – alta de 3,4%. Os títulos protestados aumentaram 7,8%, mas representaram uma fatia pequena (1,7%) do total.
As dívidas não bancárias, que envolve calotes em cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água, foram quase 4 em 10 (39,4%) da inadimplência, mas diminuíram de um ano para cá.
O consumidor devia, em média, R$ 1.264,35 no cheque sem fundos. O valor é maior do que os R$ 1.191,26 vistos no começo do ano passado. Também aumentaram os valores devidos nos títulos protestados: passou de R$ 1.147,20 para R$ 1.213,92 no período.
Os valores devidos ao cartão, a financeiras, a lojas ou a fornecedores de serviços de água e telefone, por exemplo, diminuíram de R$ 380,70 para R$ 317,81. As dívidas com bancos foram de R$ 1.386,33, no primeiro trimestre de 2010, para R$ 1.285,45.
No primeiro trimestre de 2010, o consumidor honrou mais as dívidas por causa da recuperação financeira após a crise, da retomada do consumo e da melhora no emprego dos brasileiros. A inadimplência do consumidor havia recuado 6,7% frente aos primeiros meses de 2009.
Dessa vez, o problema foi causado pelo endividamento maior dos consumidores e do aumento da inflação nos últimos meses, como afirmam os economistas da Serasa.
– A ampliação do endividamento do consumidor ao longo dos últimos dois anos e o crescimento da inflação neste início de 2011 estão gerando dificuldades para os consumidores honrarem seus compromissos.
R7
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