Caixa cheio de moedas como numa padaria, é raridade. E o dono ainda tem mais. É para não faltar troco. “A moeda que eu tenho é no meu comércio, eu não tenho moeda em casa, é no comércio”, diz Alceni dos Santos, dono da padaria.
Mas nem sempre é assim. Segundo o Banco Central o brasileiro está retendo dentro de casa metade dos 15 bilhões de moedas que existem no país. Em valores cerca de um bilhão e quinhentos milhões de reais.
Por isso lançou nesta quarta uma campanha para estimular o uso desse dinheiro. O Banco Central descobriu que os homens das classes "A" e "B" são os que mais guardam moedas em casa. É o caso de um estudante de 23 anos, que mora em Brasília. Ele aprendeu a economizar com a família, desde os oito anos para pequenas compras.
“A gente colocava moeda, mas logo na sequencia tirava pra comprar alguma coisa. Hoje em dia não, hoje em dia eu deixo as moedas aí dentro e só vou tirar quando ele encher mesmo, né?”, diz Rafael Martins, estudante.
Os dois cofres já estão quase cheios e pesam mais de dez quilos. Rafael está ansioso para ver quanto conseguiu juntar… “Eu espero no mínimo uns R$ 500. Esse dinheiro eu vou usar para colocar gasolina, pra viajar com minha namorada”, diz.
O problema é que o casal pretende viajar para sul as moedas guardadas não vão resolver, por exemplo, a falta de troco neste posto na Paraíba.
O jeito, enquanto a campanha do Banco Central não der resultado, é improvisar. Quem leva cem reais em moedas ganha um refrigerante de dois litros. “Esperamos que até o fim dom mês a gente consiga suprir a necessidade de moedas para que a gente não tenha mais que dar balinha, chicletes e o cliente ficar insatisfeito”, diz Euclides Menezes, dono do posto.
G1








