O Brasil entrou na crise depois [que o resto do mundo] e tem todas as chances de sair dela mais rapidamente", afirma o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao jornal britânico Financial Times (FT), em reportagem publicada com destaque na edição desta segunda-feira (9).

O jornal diz que o presidente se mostra confiante diante da turbulência, descreve 2008 como um "ano excelente" e permanece otimista sobre 2009. Conforme o FT, a mensagem está sendo bem recebida pela maior parte da população brasileira, tendo em vista o índice recorde de aprovação de Lula, de 84%, "certamente o presidente mais popular do Brasil desde que a pesquisa começou".

O jornal britânico afirma que a maioria dos brasileiros passou a viver em condições melhores durante o seu governo, já que o emprego e a renda vêm subindo, pelo menos até a crise começar a afetar o Brasil no fim do ano passado. Os dados do Produto Interno Bruto (PIB) de 2008, a serem divulgados amanhã, devem mostrar crescimento de mais de 5%.

No entanto, os economistas se preocupam quanto à efetiva resistência do Brasil em meio à crise, alarmados pela piora rápida dos indicadores nacionais. A produção industrial, por exemplo, despencou 17,2% em janeiro na comparação anual.

 

"O dado é especialmente chocante porque a produção de veículos – um décimo da produção industrial – se recuperou em 41% em relação a dezembro", diz o FT.

O consenso aponta para alta de 1,5% no PIB deste ano, mas há instituições que já trabalham com números bem inferiores – como o Unibanco, que prevê apenas 0,3%, dado que ainda pode ser reduzido.

"O Brasil é muito mais sensível do que as pessoas percebem", afirma o economista-chefe do Morgan Stanley em São Paulo, Marcelo Carvalho, ao jornal. Para ele, a retração no País será mais forte do que a população está preparada para enfrentar.

Mas Lula argumenta, e poucos discordam, que o Brasil está melhor posicionado para enfrentar a crise do que há uma década, aponta a publicação britânica. O jornal cita o acúmulo de reservas internacionais, que superam US$ 200 bilhões, e o fato de as exportações representarem apenas 14% do PIB.

"Nossa maior preocupação é de que não deve haver reversão das nossas conquistas com emprego e renda para dúzias de milhões de brasileiros pobres", afirma Lula. Para o FT, a massa popular que conseguiu melhora nas condições de vidas nos últimos seis anos deve ter a esperança de que o presidente esteja certo.

 

G1

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