A Bolsa de Valores de São Paulo interrompeu nesta segunda-feira, 9, uma sequência de quatro sessões em alta, aproveitando o dia de agenda vazia e à espera da votação do pacote de ajuda ao sistema financeiro pelo Senado dos EUA, marcada para amanhã. A Bovespa terminou o dia com variação negativa de 1,53%, aos 42.100,12 pontos. Atingiu a mínima de 41.977 pontos (-1,82%) e a máxima de 43.441 pontos (+1,60%). No mês, acumula ganho de 6,21% e, no ano, de 12,12%.

 

As vendas foram mais fortes nas ações da Vale, justamente as que mais subiram nas últimas semanas, enquanto Petrobras segurou a queda do Ibovespa – índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa. Perto das 16 horas, as ações da Vale viraram para baixo e levaram junto o índice, que só não aprofundou mais a realização de lucros por causa da procura por papéis da estatal.

 

 

O dólar à vista encerrou em queda ante o real pela quinta sessão consecutiva nesta segunda e no menor valor desde 6 de janeiro, cotado a R$ 2,237 (-0,49%) no balcão e na BM&F.

 

 

No final de semana, o Senado dos Estados Unidos parece ter chegado a um acordo para votar o pacote de ajuda ao sistema financeiro, o que levou o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, a adiar para amanhã a exposição do plano de recuperação financeira para o país que deve trazer, entre outros boatos do mercado, a criação do bad Bank.

 

 

O Senado acertou um valor de US$ 827 bilhões, incluindo US$ 47 bilhões de incentivos fiscais já aprovados para vendas de automóveis e imóveis. Uma vez aprovado, as diferenças entre o plano que já passou na Câmara dos Representantes no final do mês passado e o do Senado serão resolvidas em uma conferência de líderes das duas Casas, e uma decisão final pode sair até o final desta semana.

 

 

À espera dos pacotes, as bolsas norte-americanas operaram sem rumo, ora em alta, ora em queda. Às 18h18, o Dow Jones caía 0,33%, o S&P, de 0,09%, e o Nasdaq, de 0,26%.

 

 

Petrobras

 

As ações da estatal do petróleo avançaram impulsionadas por compras de estrangeiros, pela alta do petróleo em grande parte do dia no mercado externo e também em razão de um movimento com vistas aos vencimentos de opções sobre ações (dia 16) e de opções sobre índice (18). Segundo um operador, diante da ‘puxada’ da Vale nas últimas sessões, muitos investidores abandonaram os papéis à tarde e partiram para Petrobras, mais defasada.

 

 

Apesar da inversão da bolsa hoje, o analista grafista da Win Trade, Fernando de Faria Góes, trabalha com um cenário positivo no curto prazo. "É impossível prever algo para o final do ano na Bovespa, mas acredito ser possível o índice atingir os 50 mil pontos no curto prazo, no final do mês", avaliou sem descartar a necessidade de uma realização de lucros.

 

 

Não tão otimista, entretanto, está o diretor e estrategista da Pentágono Asset Management, Marcelo Ribeiro, que, em entrevista ao AE Broadcast ao Vivo, disse não acreditar em uma recuperação consistente da Bovespa nos próximos dois anos. Ele acredita que a bolsa paulista irá fechar este ano em 25 mil pontos. Para ele, a elevação verificada nos últimos dias é "reação meramente técnica".

 

estadao.com.br

 

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