Recentemente prejudicado com o caso das notas manchadas de rosa (resultado do dispositivo antirroubo), o consumidor bancário continua sendo lesado já há algum tempo com cédulas falsas sacadas dos próprios terminais eletrônicos. O problema, ignorado pelas autoridades monetárias e bancárias, vem sendo denunciado pelo Sindicato dos Funcionários do Banco Central – SINAL, que responsabiliza a fragilidade do saneamento do dinheiro que circula no mercado.
O SINAL explica que o sistema de saneamento do meio circulante é de responsabilidade do Banco do Brasil, desde 2005. Antes, a custódia dos depósitos bancários e a tarefa de sanear as notas impuras eram do Banco Central, que não cobrava nada pelo serviço.
Ao ser terceirizado para o Banco do Brasil, o saneamento passou a ser cobrado dos bancos privados em 0,15% do valor depositado. Para fugir a essa taxa, aproveitando-se da imperfeição dos regulamentos, que não os obrigam a submeter todo o dinheiro à custódia, as instituições financeiras acharam um “jeitinho”: submeterem apenas uma parte desse dinheiro à custódia do Banco do Brasil.
A maior parte, porém, “dorme” em caminhões-fortes das empresas de transporte de valores. É simples: o dinheiro de um caixa sai num caminhão, que fica estacionado na empresa durante a noite, e no dia seguinte é devolvido aos caixas eletrônicos. Como as transportadoras de valores não estão sujeitas à jurisdição do BC, e sim à da Polícia Federal, não são obrigadas a sanear o dinheiro que circula.
Dessa forma, notas rasgadas, antigas ou falsificadas – que até 2005 passavam pelo exame criterioso do Meio Circulante do BC – ficam “rodando” sem qualquer vigilância. Só chegam ao Banco Central quando já estão muito velhas, dilaceradas, a fim de serem destruídas.
O fato é que, de um lado, os bancos se previnem, exercendo vigilância quanto ao depósito de dinheiro falso nos balcões de caixa, ao mesmo tempo em que se expõem o cliente a notas falsas, quando este as retira em seus terminais eletrônicos.
Ascom
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