“As famílias estão com poder de compra restrito”, diz especialista ao avaliar queda na venda de veículos usados

Em entrevista à imprensa paraibana o presidente do Sindicato do Comércio de Revendedores de Veículos do Estado da Paraíba (Sinvep-PB), Fábio Santana, avaliou a queda nas vendas de carros usados no mês passado no estado. Segundo ele, o programa de incentivo do Governo Federal para a compra de veículos, em junho, empolgou o mercado de veículos novos, mas impactou negativamente nas vendas de veículos seminovos e usados. Na Paraíba, foram comercializadas 12.555 unidades em junho, com uma queda de 8,4% sobre maio (13.713), conforme dados da Federação dos Revendedores dos Veículos Usados (Fenauto).

Para Fábio, no tocante aos automóveis novos, os descontos chegavam a R$ 8 mil, com ampliações pelos fabricantes. Para seguir o mercado, os seminovos também tiveram os preços reduzidos no mesmo patamar, seguindo uma tendência que vem desde o ano passado. Ele detalha ainda que o anúncio prévio do Governo Federal sobre a concessão de créditos tributários à indústria automobilística para barateamento dos preços segurou as vendas no período entre final de maio e começo de junho. “Os consumidores aguardavam o incentivo. Como o preço dos novos baixou, os seminovos e usados seguiram a mesma tendência para poder concorrer. Acreditamos que devemos seguir com a redução, até porque a indústria ainda não retomou os valores em sua totalidade. Além disso, nosso mercado já vinha em tendência de redução de preços desde o ano passado”, disse o presidente do Sinvep-PB.

Ainda de acordo com os dados, em comparação entre junho e maio, a queda nas vendas foi maior no grupo de veículos de quatro a oito anos (-9,9%). Em relação a junho do ano passado, a Fenauto registrou crescimento médio de 17,3%, entre todos os segmentos. A alta foi maior no grupo de veículos de 13 anos em diante (32,1%).

No acumulado do primeiro semestre do ano, a Fenauto registrou vendas de 69.548 unidades, na Paraíba, com acréscimo de 13,1% sobre o mesmo período de 2022. No grupo dos veículos mais antigos (13 anos em diante), o crescimento foi de 26,4%. Fábio Santana opina que os números são reflexo da situação econômica do país. “As famílias ainda estão com poder de compra restrito e por isso procuram carros mais baratos. O índice de inadimplência está alto, assim como a taxa de juros, o que trava o mercado, mesmo que a inflação esteja baixa”, finalizou Fábio Santana.

Da Redação

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