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Após suspensão de crédito do BNDES, Cosan nega acusação de trabalho escravo

Incluída na lista suja do trabalho escravo, atualizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego no último dia 4, e após ter financiamentos suspensos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), a Cosan, gigante do setor sucroalcooleiro, negou as acusações e diz que vai pedir a exclusão da empresa do cadastro.

Dona da rede de postos Esso e do açúcar União, a Cosan foi incluída na lista suja após libertação de 42 trabalhadores em situação análoga à escravidão em uma das subsidiárias da companhia em Igarapava, no interior de São Paulo. Em nota, a Cosan argumenta que a responsabilidade sobre os trabalhadores era da empresa José Luiz Bispo Colheita, que prestava serviços de corte de cana-de-açúcar.

“O evento não contou com a cooperação ou concordância da Cosan”, diz em nota. No comunicado, a empresa afirma ainda que “adotou prontamente diversas providências, dentre as quais o pagamento de todas as despesas necessárias à regularização de tais trabalhadores” e que considera a inclusão na lista suja um ato “abusivo e intempestivo”.

Após a divulgação da nova lista suja do trabalho escravo, o BNDES suspendeu em caráter preventivo todas as operações com a Cosan. “A celebração de novos contratos com o BNDES fica condicionada à exclusão da companhia do referido cadastro”, informou o banco em comunicado.

Para os contratos já em andamento, o BNDES diz que a liberação vai depender das medidas trabalhistas e legais que a Cosan deverá tomar para reverter as irregularidades apontadas pelos fiscais do Ministério do Trabalho.

 

Agência Brasil

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