Não há crise financeira internacional para o açaí – pelo menos por enquanto. A fruta amazônica tem batido recordes de exportação, apesar do desaquecimento da economia global. Somente em janeiro e fevereiro de 2009 foram exportados pelo Pará mais de US$ 7 milhões em suco dessa fruta. É mais que o dobro do que foi exportado no mesmo período em qualquer ano desde 2004.

O valor das exportações de sucos de frutas do Pará em fevereiro de 2009 (US$ 4 milhões) chegou a quase seis vezes o do mesmo mês do ano passado, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior reunidos pelo Instituto Frutal. E o açaí, do qual o estado é o principal produtor no país, é o carro-chefe desse comércio.

 

 

Preço

 

Um dos motivos do crescimento é um aumento do preço do açaí, que é em parte sazonal, mas também devido à maior demanda dos mercados interno e externo, explica Péricles Carvalho, analista do Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) especializado no setor. Segundo ele, no entanto, também as quantidades absolutas de açaí exportado têm crescido. Somente em janeiro e fevereiro deste ano, quase 2 mil toneladas de suco dessa fruta foram vendidas para países como EUA e Japão.

 

O produto tem atraído interesse por suas propriedades energéticas e nutricionais. Cada vez mais conhecido, o açaí foi tema de reportagens recentes de grandes jornais como o francês “Le Monde” e o americano “The New York Times”.

 

Propaganda

 

O último inclusive questiona se o açaí tem mesmo todas as qualidades que algumas empresas que vendem produtos derivados da fruta propagandeiam – nos EUA, estes artigos chegam a ser vendidos como solução para emagrecimento e rejuvenescimento, entre outros benefícios.

“É difícil ignorar o frisson em torno do açaí”, diz a reportagem do “Times”. Segundo o diário, foram lançados 53 novos produtos derivados do açaí nos Estados Unidos em 2008. O jornal cita casos de consumidores frustrados porque não atingiram seus objetivos consumindo alguns produtos vendidos com promessas mirabolantes.

 

Mesmo sabendo que o açaí não tem efeitos "mágicos", a população amazônica ainda tem a fruta como um de seus principais alimentos. E com o comércio aquecido, ela é ainda mais apreciada como fonte de renda.

 

“Participamos de feiras nos EUA, Japão e Alemanha, e, no ano passado, exportamos 500 toneladas de açaí”, conta Ivan Saiki, diretor da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (PA), que tem 800 famílias cadastradas como fornecedoras.

 

Por causa do aumento da concorrência, o volume de exportações da cooperativa chegou a cair em 2008. “Surgiram muitas novas empresas no mercado”, comenta Saiki. “Mas esperamos recuperar alguns dos nossos clientes este ano”.

g1

 

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