A General Motors reiterou nesta sexta-feira que prefere reestruturar-se sem utilizar o capítulo 11 da Lei de Falências americana –o que seria o equivalente à concordata.

As ações da GM chegaram a cair até US$ 1,27 na sessão desta sexta-feira na Bolsa de Nova York, o menor nível em mais de 75 anos (desde 4 de maio de 1933), mas se recuperaram um pouco em seguida, para US$ 1,43 (queda de 23,12%).

A afirmação em favor da reestruturação foi feita depois de o jornal "Wall Street Journal" informar que a ideia de declarar a quebra ganhava terreno entre os dirigentes da fabricante de veículos americana.

"Ao contrário do artigo do ‘Wall Street Journal’, a GM não mudou sua posição em relação à lei de falência", informou o construtor em comunicado.

Segundo o comunicado da montadora, "reestruturar nossas atividades sem qualquer procedimento judicial é a melhor solução para a GM e seus acionistas", lembrando que foi somente por "prudência" que "o grupo analisou diversos cenários de quebra".

O grupo recebeu ajuda federal de US$ 13,4 bilhões desde dezembro, diminuindo problemas por falta de dinheiro em caixa. Em 2008, a montadora americana teve prejuízo de US$ 30,9 bilhões. A perda marca o segundo maior prejuízo anual da montadora de cem anos de existência, atrás apenas do prejuízo de US$ 38,7 bilhões registrado em 2007.

Ontem (5), auditores que avaliam a situação da GM levantaram "dúvidas substanciais" sobre a capacidade da empresa de continuar suas operações e disseram que a empresa pode ter de recorrer à proteção do "Chapter 11", o capítulo da legislação americana que regulamenta falências e concordatas. A análise foi encaminhada à SEC (Securities and Exchange Commission, o órgão regulador do mercado financeiro americano).

O Departamento do Tesouro dos EUA informou, também ontem, que busca "uma solução mais razoável possível para a situação" da GM. "O governo está consciente dos desafios a enfrentar no setor automotivo", disse o porta-voz do Tesouro, Isaac Baker.

 

Folha

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