Conhecido por provocar aumento das temperaturas e mudanças no regime de chuvas, especialmente com redução das precipitações no Norte e Nordeste, o evento climático pode pressionar o sistema de geração de energia e resultar no acionamento de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano.
Especialistas já projetam maior frequência de bandeiras vermelhas em comparação com 2025, o que pode elevar significativamente a conta de luz dos consumidores.
Desde o fim do ano passado, analistas do mercado energético vêm apontando que o volume de chuvas registrado entre outubro e março, período tradicionalmente úmido, ficou abaixo da média histórica em diversas regiões.
Esse cenário impacta diretamente os reservatórios das hidrelétricas, que respondem por grande parte da geração de energia no País.
Com menos água armazenada, aumenta o risco hidrológico (GSF) e cresce a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que têm custo de produção mais elevado.
Essa combinação pressiona o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), referência do mercado de energia de curto prazo, influenciando a definição das bandeiras tarifárias.
Atualmente, o mês de fevereiro segue sob bandeira verde, sem cobrança adicional na conta de luz. O cenário é considerado típico para esta época do ano, quando as chuvas ajudam a recompor os reservatórios.
Pela metodologia da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a cobrança extra só ocorre quando o risco hidrológico está muito elevado e o preço da energia no mercado de curto prazo dispara.
Redação com Folha








