O Museu do Cinema e da Televisão de Berlim inaugura nesta quinta-feira (21) a exposição “Metrópolis completa”, sobre o emblemático filme mudo de Fritz Lang. Na ocasião, será exibida uma versão extendida do longa, incluindo cenas até então inéditas.
Esta versão, que por muito tempo se acreditava perdida, tem 25 minutos a mais de duração, que foram milagrosamente encontrados na casa de um particular em Buenos Aires, em 2008, e restaurados, fazendo com que o filme retome seu tempo original conforme exibido nos cinemas em janeiro de 1927.
Fracasso e culto
Este filme, o mais caro realizado na época de sua estreia, foi mal recebido pela crítica e quase provocou a falência dos estúdios UFA que o produziram.
Com o passar do tempo, “Metrópolis” se converteu num filme cult e inspirou todas as grandes produções de ficção científica nos anos 1970-80.
A nova versão, de 145 minutos, será exibida no dia 12 de fevereiro, no Festival de Berlim.
A trilha sonoro da filme, composta por Gottfried Huppertz, será interpretada por uma orquestra ao vivo.
Luta de classes
O filme, situado num futuro não determinado, mostra a separação de uma cidade alta, onde vive uma elite ociosa, que se dedica ao luxo e às diversões, e uma cidade baixa, habitada por operários que trabalham em condições muito difíceis.
Freder Fredersen, filho do dirigente da cidade alta, se apaixona por Maria, uma moça da cidade baixa que quer reconciliar as duas classes, enquanto que, nas sombras, age Rotwang, um cientista louco que constroi homens-máquinas.
G1








