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Vampire Weekend junta axé e indie rock no mesmo palco em São Paulo

O indie pop do Vampire Weekend é mais fácil ainda de se assimilar quando tocado ao vivo. Foi o que a banda americana provou em show nesta terça-feira (1º) no Via Funchal, em São Paulo, para cerca de três mil fãs, de acordo com a assessoria de imprensa do evento.

Para tirar os pés do chão ao som das 19 músicas do quarteto, em pouco mais de uma hora de show, não foi preciso saber o que é afro-pop ou ter viajado por sons da África com escalas na Inglaterra (Peter Gabriel), Escócia (David Byrne) ou Estados Unidos (Paul
 

O rótulo de “micareta indie” deixa de ser balela graças às levadas de guitarra com um quê de Chiclete com Banana de canções como “Cousins”, “Campus” e “A-punk”. Elas possuem refrãos fáceis, provavelmente construídos para fazer com que moderninho deixem os óculos wayfarer espatifarem no chão. Mesmo quando o teclado compete em mais igualdade de condições com a guitarra (“Oxford comma”, “Diplomat son” e “Walcott”), a maioria só arrisca passos de dança vistos em shows do Asa de Águia.

A banda também sabe enfiar os hits nos lugares certos: a histriônica “Holiday” é tocada na abertura do show e a mais cadenciada “Horchata” é deixada para o início do bis. Se bandinhas eletrofofas safadas como o Owl City fossem legais, elas soariam assim.

Coisa de quem sabe ser anfitrião de festa. A resposta vem em palmas da plateia acompanhando o ritmo das músicas, sem que os integrantes precisem pedir. O baterista Chris Tomson é o que mais condiz com o som do Vampire Weekend ao vivo. Ele grita as letras, mesmo sem ter qualquer microfone por perto; e se projeta no instrumento para tocar como que se estivesse de pé.

Em diversas músicas, a banda ensina a esticada de vogais para o público, antes de começar com o pula-pula geral. O procedimento surge antes de tocarem “One (Blake’s got a new face)”, quando o vocalista e guitarrista Ezra Koenig solta um “very nice” durante o treino de refrão. Até ao reclamar do som da casa, duas vezes, não abandonou o sorriso tímido.

“M79” traz a mesma prática. A faixa mistura música clássica com rock, combinação que o tecladista e guitarrista Rostam Batmanglij disse ser sua preferida. Outra que ameaça deslocar a banda da África, “Giving up the sun” vem com mais peso do que a versão de estúdio. Os vocais ficam menos afetados e o som muito mais reto, em guinada eletrônica que justifica o uso da luz estroboscópica.

No Rio de Janeiro, onde o Vampire Weekend se apresenta nesta quinta-feira (3), no Circo Voador, a abertura fica com a banda Do Amor. O grupo carioca cita nomes do que chamam de “axé antigo” como referências para seu trabalho, como Banda Reflexus e Luiz Caldas. Não vai faltar axé, seja old school ou afro-indie.

G1

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