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Semana Nacional de Museus RJ – Parte II

Noutro dia, numa tarde inteira a visita ao Museu Histórico Nacional, diversos ambientes, objetos que contam história.
Na antiga Fortaleza de Santiago e nos anexos: Prisão do Calabouço, Casa do Trem, Arsenal de Guerra e Quartel temos o conjunto arquitetônico que forma o Museu. Com seus 277 mil itens, entre objetos históricos e artísticos, documentos, livros raros e a mais significativa coleção numismática da América Latina. O Quadro “Paisagem do Chaco” de Pedro Américo foi a única referência à Paraíba que eu percebi. Desde ambiente como Oreteama, que reproduz caverna pré-histórica do Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí ao salão “Do Móvel ao Automóvel: transitando pela história” ou ao Pátio dos canhões, cada recinto é uma viagem na história, também com exibição breve e atraente de vídeo sobre o Museu e as galerias de exposições temporárias. É um acervo que honra a memória nacional.

À noite, ainda havia fôlego para conhecer o Centro Cultural do Banco do Brasil, o forte do patrimônio é a rica coleção de moedas nacionais e internacionais de diversos períodos que por si só fazem uma leitura da história dos povos, o mobiliário secular do BB em grande parte preservado e exposto sugerem a grandeza econômica de nossa nação e a relevância das transações financeiras empreendidas por esta sólida instituição. Exposições hight tech nos trazem o presente pós moderno, com ambientes meio alienígenas e interativos em suas imagens e sons como a exposição da artista japonesa Mariko Mori, design e arte de vanguarda com engenharia de ponta.

Sábado de manhã é dia de feira de antiguidades na Praça XV, no Paço Imperial, mais precisamente embaixo e na extensão do elevado, esparrama-se as barracas com antiguidades para todos os gostos. Por vinte reais compra-se muitas peças como ânforas metálicas e outros objetos que para nós terão utilidades litúrgicas, aproveitei, naturalmente. De lá para a feira de antiguidades no lado chique da cidade, na avenida atlântica em Copacabana, na galeria do hotel Sofitel, também no sábado, a outro preço em outros níveis, o antigo, agora bem mais sofisticado e valoroso.

No dia seguinte a visita ao Largo do Boticário foi meio decepcionante, as casas da década de vinte, reconstituição de parte do centro histórico, pastiche, falso histórico, estão mal conservadas, pequeno pátio, mas enriquecido pelo rio carioca, hoje um canal, que ainda barulha e tem pressa. Nas vizinhanças o Museu Internacional de Arte Naiff, fechado! Em restauro. Pensei ver obras de Clóvis Júnior e Flávio Tavares entre outros gênios paraibanos, mas sem previsão de reabertura. Do Cosme Velho pro outro lado, de novo a orla, desta feita Ipanema, o Centro Cultural Laura Alvim, bela iniciativa desta mulher pioneira que deixou sua fortuna para cultura carioca, museu, teatros, cinemas, bibliotecas, livraria, exposição e lanchonete restauram as energias e me fazem caminhar até o arpoador, “museu natural” ou “eremitério geológico”, dependendo do interesse pode ser muita coisa, para alguns talvez um sinai, um querite ou tabor, um lugar onde se tem a sensação de estar mais perto do criador, e as gaivotas, morros e mares corroboram a sensação de presença intensa de Deus.

E como já tínhamos passado a quaresma, a via era outra, a via pulchritudinis, o caminho da beleza, contemplando a criação e “reconhecendo a Deus em todos os caminhos e esperando que Ele sempre endireite as nossas veredas” Pv 3,6
De volta à Paraíba, em meio a tantas demandas, com prazer acolheremos dia seis de junho o próximo encontro da REM- PB – Rede de Educadores em Museu – que acontecerá no Museu do Oratório que está instalado no Mosteiro Mãe da Ternura em Itatuba. Longe do Rio de Janeiro, perto do Rio da Paraíba, também vamos trilhando em vias pulchritudinis.

 


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