Principal evento turístico de Campina Grande, o Maior São João do Mundo este ano acontecerá de 5 de junho a 5 de julho. A programação oficial da festa já foi inclusive lançada pelo prefeito Romero Rodrigues (PMDB), com redução de shows. Só que em ano de crise e de escassez de água, alguns segmentos da sociedade estão questionando o tamanho da festa este ano. Alguns vereadores da oposição chegaram a defender a redução do evento que dura 30 dias e deve atrair mais de 2 milhões de forrozeiros ao Parque do Povo.
O próprio governador do Estado Ricardo Coutinho (PSB), já adiantou que a prioridade de seu governo nesse momento é minimizar os efeitos da seca. Com isso, ele praticamente descartou a possibilidade de destinar recursos para os festejos juninos na cidade, especialmente, no chamado “Circuito do Forró” que acontece nos bairros.
A preocupação em gastar dinheiro em época de crise não é apenas de RC. O Secretário Municipal de Cultura de Campina Grande, vereador licenciado Lula Cabral, defendeu), durante entrevista à Rádio Caturité AM da cidade, que seja feita uma espécie de “diagnóstico de consumo” de água para os 30 dias de realização do Maior São João do Mundo. O objetivo seria saber o impacto do São João com 30 dias de duração no que se refere à água que será consumida na cidade.
Lula Cabral disse que, de posse deste diagnóstico, seria convocado um conselho formado por coordenadores do São João para que se tome uma posição em relação à manutenção dos 30 dias de festa. “Mas nós precisamos saber o impacto. Por isso que defendo que seja realizado este diagnóstico”, afirmou o auxiliar do prefeito Romero Rodrigues
Nos últimos dias, se acentuou ainda mais o debate em relação a medidas emergenciais que devem ser adotadas para evitar um total colapso no abastecimento de água da cidade, em função do atual estágio em que se encontra o Açude Epitácio Pessoa (Boqueirão), que abastece Campina Grande e mais 18 municípios do chamado Compartimento da Borborema.
Atualmente, Boqueirão encontra-se com aproximadamente 19% de sua capacidade total de armazenamento. Porém, se considerarmos o chamado “volume morto”, que é o volume praticamente imprestável que se acumula no fundo do manancial (que gira em torno de 10% nos açudes), a disponibilidade hídrica do Epitácio Pessoa seria, atualmente, de aproximadamente 9%.
PB Agora
