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Santa aparece em filme rodado por Yamazaki em Aparecida

A padroeira do Brasil também chega aos cinemas, em dezembro, como coadjuvante de um filme rodado na cidade que abriga o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.

O longa chega como uma espécie de contra-ataque à onda de filmes espíritas a ser lançados neste ano, na esteira do centenário de Chico Xavier, embora os produtores digam que o projeto tem quatro anos, anterior ao oba-oba religioso.

“O filme tem uma mensagem clara: vamos ter fé. E fé não é católica, espírita, evangélica. Fé é uma coisa mágica”, disse o ator Murilo Rosa, anteontem, no último dia de filmagens.

A história traz um drama familiar nos dias de hoje, mas haverá uma reconstituição passada em 1717, quando pescadores acharam a imagem de madeira da santa num rio. A própria surge para o protagonista, um homem rico que perdeu a fé. Ela é interpretada por uma modelo negra, com um manto azul bordado, sem aparecer o rosto.

“Aparecida – O Filme” (título provisório) foi dirigido por Tizuka Yamazaki (“Xuxa em O Mistério de Feiurinha”). Murilo faz o empresário Marcos, que perdeu o pai quando criança, na construção da basílica. Nos dias de hoje, um acidente com seu filho, que fica à beira da morte, o faz reencontrar a fé.

Boa parte das filmagens foram feitas em São José dos Campos, onde Marcos vive numa mansão. Ele volta a Aparecida, sua terra natal, em busca da mãe, uma devota que recebe romeiros e dá sopa aos pobres.

“Estou católica”, avisa Tizuka, que pouco antes “estava” na pajelança cabocla, fazendo um filme ainda inédito sobre o tema. “Não tem nenhum católico praticante aqui, [mas] estamos todos com uma fé religiosa incrível”, completou. “Fazer cinema, hoje, é um milagre.”

O filme tem ajuda do santuário, que cedeu salas do local para a produção. O reitor da casa, padre Darci Nicioli, abriu as portas para inúmeras filmagens, como uma missa que ele mesmo celebrou. Foram captadas imagens do Dois de Outubro, com 300 mil pessoas.

“Eu li o projeto do filme, fala daquilo que acontece todos os dias no santuário: o renovar da esperança”, diz Darci. “Aqui não existe milagrice como você vê por aí, um ressuscita, outro cura, outro ganha carro. Isso é absurdo, é exploração.”

Moradores da cidade trabalharam como figurantes. “Fazer filme é mais legal, gosto de cinema”, disse o servidor público Rosemilson Pessin, 42, comparando a função com o trabalho de apoio litúrgico durante a visita de Bento 16 a Aparecida.

Folha

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