Filme do prestigiado diretor Christophe Honoré é inspirado no clássico ‘La Princesse de Clèves’, de Madame de La Fayette, considerado um dos primeiros romances psicológicos da literatura ocidental
Muito provavelmente, ‘A Bela Junie’ (La Belle Personne, França, 2008) será a primeira produção do diretor francês Christophe Honoré a passar nos cinemas paraibanos. Cultuado entre a nova geração de cineastas franceses, Honoré é o diretor do incensado ‘Em Paris’ (2006) e do filme ‘Canções de Amor’ (2007). ‘A Bela Junie’ estreia sexta-feira (15) no cine-teatro Bangüê do Espaço Cultural, e fica em cartaz até domingo, sempre as 18h30 e 20h30. Os ingressos custam R$ 6 (inteira) e R$ 3 (estudante) e a classificação indicativa do filme é de 14 anos.
Junie (Léa Seydoux) é uma garota de 16 anos que muda de escola após a morte de sua mãe e logo se enturma com os novos colegas. Sua beleza chama a atenção dos rapazes e ela começa a namorar um deles, Otto (Grégoire Leprince-Ringuet), antes de se dar conta de que está apaixonada pelo professor de italiano, Nemours (Louis Garrel).
A Bela Junie foi livremente inspirado em ‘La Princesse de Clèves’, escrito por Madame de La Fayette no século 17. O livro é considerado um dos primeiros romances psicológicos da literatura ocidental. Christophe Honoré diz que se trata mais de uma “proposta de leitura” do que propriamente de uma adaptação, assim como fez em ‘Ma Mère’ (2004). Para o diretor, não existe um romance no cinema (francês), o que há é um cineasta que o leu. “O próprio cinema é uma leitura”, diz.
Nesse contexto, ‘A Bela Junie’ é o resultado de um antigo desejo do diretor de filmar a adolescência. Embora esse tipo de filme inspire o tratamento da própria adolescência, Honoré realizou um filme sobre os adolescentes de hoje, guardando uma certa distância inevitável pelo próprio mistério que se impõe sobre eles.
O diretor quis registrar a maneira dessa juventude de estar num mundo que os agride, que os considera mais ou menos como inimigos, ora selvagens, ora “filhinhos de mamãe”, ao mesmo tempo em que também representam os cânones da beleza contemporânea.
Quis filmá-los pelo que são e confrontá-los ao que sempre “enfraqueceu” a juventude, o amor e a beleza. Por esse motivo, percebeu a atemporalidade da história de Madame de La Fayette e que a adolescência combina com o romance “La Princesse de Clèves”. A corte do livro se transformou no colégio, e “as belas pessoas” desta corte, são os adolescentes de nossos dias.
Serviço
A Bela Junie (La Belle Personne, França 2008). Sinopse: Adolescente muda de escola no ano em que sua mãe morre. Sua beleza desperta a atenção dos garotos da escola e ela até começa a namorar um deles. Mas, na verdade, ela está mesmo apaixonada é pelo professor de italiano. Gênero: Drama. Direção: Christophe Honoré. Duração: 90 minutos. No Bangüê, sexta, sábado e domingo, às 18h30 e 20h30. Ingressos: R$ 6 (inteira), R$ 3 (estudante). Classificação indicativa: 14 anos.
Secom
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