Concebido como produção alternativa audiovisual, o Cinema Instantâneo tem rendido conquistas de vários troféus e prêmios em importantes festivais do Brasil. Um desses filmes, produzido com apoio da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), por meio da Coordenadoria de Comunicação (Codecom), é o curta-metragem “Quitéria”, do cineasta paraibano Tiago Neves. A produção foi a grande vencedora do 14º Festival do Audiovisual Brasileiro (Fest Aruanda 2019), um dos mais importantes festivais de cinema do país, conquistando o prêmio de melhor curta e tendo Arly Arnaud como melhor atriz na Mostra Sob o Céu Nordestino, uma das mais concorridas do festival. O júri desta Mostra foi formado pela cineasta Emília Silveira, pelo produtor João Batista de Andrade e pelo jornalista Fernando Trevas.

Rodado em Cabaceiras, conhecida nacionalmente como a “Roliúde Nordestina”, e em Campina Grande, com cenas gravadas na Rodoviária Velha e na Feira Central, “Quitéria” é fruto de um projeto bem-sucedido concebido por produtores paraibanos e paulistas como Antônio Fargoni, Tiago A. Neves, Rebeca Sousa, Ricardo Peres, Haniel Lucena, Nivaldo Rodrigues e Hipólito Lucena. O curta foi filmado durante a edição do 13º Festival Audiovisual de Campina Grande – Comunicurtas UEPB em 2018. Além de “Quitéria”, o projeto Cinema Instantâneo, em sua segunda edição, culminou com os filmes no “Oco do Tempo”, de Antônio Fargoni, e “Uma Passagem em 3 Tempos”, de Rebeca Sousa.

Em uma crítica publicada pelo professor e crítico de cinema, Sérgio Alpendre, em sua página na internet, o filme foi definido da seguinte forma: “O curta, com 14 minutos de duração, conta a história do renascimento de uma mulher que vivia em preto e branco, mas, por resolução própria e força de vontade, resolveu romper o monocromatismo para descobrir a cor em sua vida. Um tanto trivial a simbologia, mas no curta até que se resolve bem. No final, o diretor ainda tem a audácia de um movimento de câmera acintoso, marcando o renascimento”.

O filme tem no elenco a atriz Arly Arnaud e os atores Nivaldo Rodrigues e Sidney Nunes. A produção é de Antônio Fargoni, Hipólito Lucena, Rebeca Souza e Tiago A. Neves; som direto de Hipólito Lucena; direção de produção da jornalista Juliana Rodrigues; direção de arte de Ricardo Peres; cabendo a Antônio Fargoni e Tiago A. Neves assinarem a direção de fotografia. Atuaram na assistência de produção: Isabelly Nunes, Moniky Paolla e Sabryna Simões. O roteiro, montagem e finalização é de Tiago Neves.

Quitéria” entrou definitivamente no circuito dos festivais esse ano e tem colecionado prêmios. O curta já ganhou mais de 12 estatuetas no Brasil. No 14° Comunicurtas, levou o troféu de melhor arte e teve Arly Arnaud premiada como melhor atriz na Mostra Tropeiros. Ganhou ainda o Prêmio da Místika Produções, de São Paulo, e foi selecionado para participar do Los Angeles Brazilian Film Festival: LABRFF 2020, festival de filmes brasileiros, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Os filmes do Cinema Instantâneo já circularam no Brasil e no exterior, tendo sido exibidos no Chile, México, Colômbia, Bolívia e outros países da América Latina. O diretor Tiago A. Neves disse que estava feliz com a repercussão e aceitação do filme “Quitéria”, destacando o apoio fundamental da UEPB e da Prefeitura de Cabaceiras para sua realização. Já o jornalista Hipólito Lucena disse que a Universidade tem resistido às adversidades e mantido apoio institucional a projetos que enaltecem a cultura e arte, o saber e a educação.

“A Universidade entrou com a sua colaboração, como apoia diversos outros projetos no Estado, ajudando na logística e na divulgação”, destacou Hipólito, que ressaltou, também, que os prêmios conquistados por “Quitéria” e as seleções para importantes festivais traduzem a qualidade do filme, o que deixa os produtores honrados e mostra que é possível fazer um bom trabalho, mesmo com poucos recursos.

Assessoria

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