As escolas Porto da Pedra e Mangueira desfilaram no segundo dia de apresentações do Grupo Especial do Rio e, para desenvolver seus enredos, ambas recorreram a elementos da história do Brasil e do mundo. Já a Portela cantou o amor e usou personagens e lendas para apresentar o sentimento.

A primeira escola a entrar na Marquês da Sapucaí foi a Porto da Pedra com o enredo “Não Me Proíbam Criar, Pois Preciso Curiar! Sou o País do Futuro e Tenho Muito a Inventar”. A escola realizou o desfile no tempo máximo permitido –82 minutos– e apresentou problemas em algumas alegorias.

 

O destaque ficou para o abre-alas da escola que entrou na avenida com dois tripés soltos da alegoria, o que pode levar os jurados a considerarem como carros independentes. Mesmo assim, a Porto da Pedra realizou um belo desfile sobre criatividade e o desenvolvimento da humanidade, com destaque a alegoria sobre a pré-história, com esculturas de mamute e dinossauros. No centro do carro a descoberta do fogo foi destacada.

Após a apresentação da evolução do mundo, a Sapucaí recebeu o Salgueiro com seu enredo sobre a história do tambor e a sua importância para as manifestações artísticas e religiões. Um dos destaques foi a contratação do grupo Intrépida Trupe que se apresentou no abre-alas com o uso de cordas e uma cama elástica.

Durante a homenagem ao tambor, o Salgueiro também fez referências a festejos como do boi bumba, realiza em Parintins (AM) e ritmos como o forró, xaxado e maracatu. A escola ainda destacou a importância do tambor em projetos sociais como os desenvolvidos por Olodum, Timbalada e Afroreggae.

Já a Imperatriz Leopoldinense fez uma homenagem ao bairro de Ramos e a própria escola que completou 50 anos neste Carnaval. A agremiação contou com cerca de 4.000 pessoas para apresentar o enredo “Imperatriz… Só Quer Mostrar Que Faz Samba Também”.

O grande destaque ficou para as alas e alegorias que relembraram os enredos que levaram a escola a conquistar seus oito títulos. Personalidades como Zeca Pagodinho e Beth Carvalho participaram do desfile da Imperatriz.

Após a imperatriz, a Portela entrou na Sapucaí para apresentar o enredo “E por falar em amor, onde anda você”, composto a partir de símbolos históricos do amor encontrados em livros, lendas e no cinema. Cerca de 4.300 integrantes participaram da apresentação.

Entre os personagens usados para representar diferentes formas de amor estão Tristão e Isolda, Romeu e Julieta, além do filme “O Feitiço de Áquila”, que inspirou o abre-alas, e o personagem real, Shah Jahan, que construiu o Taj Mahal em memória da mulher morta.

 

A miscigenação foi o tema do desfile da Mangueira, que apresentou trechos da história do país, além de retratar os povos portugueses, negros e índios como elementos fundamentais para a formação do povo brasileiro. O enredo foi baseado no livro “Povo Brasileiro”, de Darcy Ribeiro.

Durante a apresentação, a agremiação abusou das cores da própria escola –rosa e verde– e retratou também as cinco regiões brasileiras com elementos como o sertanejo, o caipira e o caboclo. O Carnaval também foi celebrado como atrativo de todos os povos.

Para encerrar os desfiles do Carnaval do Rio, a Viradouro levou à avenida um enredo sobre o meio ambiente, onde foram relacionados os biocombustíveis e os orixás africanos. A agremiação adotou o tom de propaganda dos biocombustíveis como uma forma de conter o aquecimento global e a degradação do ambiente.

A Viradouro também usou o desfile para fazer uma homenagem ao Estado da Bahia que, segundo o enredo da escola, herdou essa preocupação com o ambiente da cultura africana. Um dos carros alegóricos mostrava locais que são símbolos de Salvador, como o elevador Lacerda.

 

Folha

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