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Pinduca, rei do carimbó, nesta sexta no Ponto de Cem Réis

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O carimbó de Pinduca, o pífano de Zabé da Loca e as danças das tribos indígenas entram em cena nesta sexta-feira (15), no Ponto de Cem Réis, dentro da programação do Festival Estação Nordeste, projeto musical que vem sendo desenvolvido pela Prefeitura de João Pessoa (PMJP) ao longo do mês de janeiro, por intermédio da sua Fundação Cultural (Funjope). Com o show intitulado “Novidade”, Pinduca virá com sua banda prometendo muito balanço através de ritmos do Norte do país, a exemplo do sirimbó, mambo e o próprio carimbó.

A programação tem início às 20h30, com um cortejo formado por representantes das tribos ‘Tupinambá’, do Mestre Carboreto, oriunda de Mandacaru; ‘Tupy Guanabara’,da cidade de Santa Rita, comandada pelo Mestre Manoel Adelino; ‘Papo Amarelo’, de Cruz das Armas, sob o comando de Mestre Genildo; ‘Ubirajara’, também do bairro de Cruz das Armas, organizada pelo Mestre Zé Teixeira, e Pele Vermelha, do Cristo Redentor, que tem á frente a Mestra Dona Inácia.

‘Pinduca – O rei do Carimbó’ – O nome de batismo é Aurino Quirino Gonçalves, mas ele é conhecido nacionalmente como Pinduca, considerado pela crítica especializada como o “Rei do Carimbó”. Pinduca, que já tem 40 anos de carreira e 33 álbuns gravados, além de duas coletâneas, mostrou-se feliz com o convite de apresentar-se em João Pessoa, deixando claro que virá com um repertório pra lá de dançante. “Nós estamos ensaiando todos os dias. Os músicos estão muito animados, assim como eu. Para mim é sempre uma alegria visitar a Paraíba, pois o povo dessa terra sempre deu valor ao meu trabalho”, disse o cantor, ressaltando que já se apresentou por duas vezes no Estado, sendo uma na capital e outra em Campina Grande.

Carismático, Pinduca não revelou sua idade quando indagado pela reportagem do Portal da prefeitura, explicando que não diria para “não espantar o público”. Contudo, fez questão de revelar que a duração do seu show poderá ultrapassar as duas horas e que está escolhendo o repertório com muito carinho. “Eu digo que todos ficarão felizes. Será um show eclético com a banda mais poderosa do Norte”, sentenciou.

O cantor garantiu que trará na sua mala sucessos como “Carimbó do Macaco”, “O rico e o Pobre” e “Carimbó no Mato”, além de muito balanço e roupas coloridas, marcas registradas nas suas apresentações. Sobre o projeto Estação Nordeste, Pinduca elogiou a iniciativa, sobretudo pela diversidade cultural e musical da programação, informando que recebeu o convite de vir à capital após uma conversa com Chico César, presidente da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope). “Eu estava em São Paulo quando o encontrei. Aí surgiu o convite”, confidenciou.

O carimbó, ritmo originário da cultura indígena, foi modificado com a chegada dos escravos e dos europeus. Pinduca conta que além de ser o rei do carimbó, inventou a lambada, o xengo, o lári lári e também o sirimbó (fusao de carimbó com siriá – outro ritmo paraense).

Discografia :

Álbuns de estúdio

1973 – Carimbó e sirimbó de Pinduca (Beverly Som e Eletrônica LTDA)

1974 – Carimbó e sirimbó no embalo do Pinduca v.2 (Beverly Som e Eletrônica LTDA)

1974 – Carimbó e sirimbó no embalo do Pinduca v.3 (Beverly Som e Eletrônica LTDA)

1975 – Carimbó e sirimbó no embalo do Pinduca v.4 (Beverly Som e Eletrônica LTDA)

1976 – Pinduca no embalo do carimbó e sirimbó v.5 (Som Indústria e Comércio S/A)

1977 – Pinduca no embalo do carimbó e sirimbó v.6 (Beverly Som e Eletrônica LTDA)

1978 – Pinduca no embalo do carimbó e sirimbó v.7 (Som Indústria e Comércio S/A)

1979 – Pinduca no embalo do carimbó e sirimbó v.8 (Som Indústria e Comércio S/A)

1980 – Pinduca no embalo do carimbó e sirimbó v.9 (Som Indústria e Comércio S/A)

1981 – Pinduca no embalo do carimbó e sirimbó v.10

1982 – Pinduca v.11

1983 – Pinduca O Rei do Carimbó v.12

1984 – Pinduca o Rei do Carimbó v.13

1985 – Pinduca o Rei do Carimbó v.14

1986 – Pinduca v.15

1987 – Pinduca O Criador da Lambada

1988 – Pinduca Apresenta Kizomba

1989 – Pinduca Na Onda do Surubá

1993 – Pinduca Na Explosão Do Carimbó (BMG)

1997 – Pinduca Na base do Xengo Xengo

2003 – Pinduca Sempre

2005 – Pinduca: ao Vivo

2007 – Pinduca 40 anos de Sucesso

2009 – Pinduca Vol.33

Coletâneas

1998 – RAÍZES NORDESTINAS – PINDUCA (EMI)

1998 – SUPER SUCESSOS – PINDUCA

Zabé da Loca – Outra grande atração da noite é a tocadora de pífano de 85 anos, Isabel Marques da Silva, popularmente conhecida como Zabé da Loca, que morou por 25 anos numa gruta, localizada no Sítio Tungão, no município de Monteiro, onde criou seus filhos e ensinou a arte de tocar e fabricar pífanos de taboca.

Sempre acompanhada de seu pífano, atraindo a atenção geral pela propriedade com que executa o instrumento, é também apontada como a ‘Rainha do pife’, tendo participado de importantes eventos culturais do país, a exemplo do Festival de Brincantes, ocorrido em Recife, no ano de 2003; o Festival ‘Da Idade do Mundo’, ao lado do instrumentista Carlos Malta, no Centro Cultural do Banco do Brasil, em Brasília e o Fórum Mundial de Cultura, que aconteceu na cidade de São Paulo, no ano de 2004. Diversos grupos e artistas fizeram composições em homenagem a Zabé da Loca, a exemplo de Beto Brito, Chico César, ‘As Parêas’ e ‘Cabruêra’.

 

Secom/JP

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