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Pilar tem festa de Natal com monumentos renovados

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Pilar, a terra de José Lins do Rego, um dos nomes mais expressivos da literatura brasileira, tem luzes mais vivas neste Natal. Uma delas põe à vista de moradores e visitantes o Monumento à Nossa Senhora da Conceição, no morro do mesmo nome, onde foi erigido em 1899 para o recebimento do Século 20. Restaurado e, agora, iluminado por refletores, ganhará entorno com arborização e alamedas.

Outra relíquia histórica, a Casa Grande do Engenho Corredor, berço do romancista, está em fase final de restauração. Obras como essas são ora tocadas pela Prefeitura, ora por ações pessoais, como é o caso do engenho onde nasceu José Lins. Ali, a restauração tem o desembolso dos novos proprietários.
Das portas e janelas da velha Casa de Câmara e Cadeia, recuperada e posta a serviço da Fundação Cultural Menino de Engenho, têm surgido, esta semana, anjos e hinos para autos natalinos que superam as luzes e o público dos bazares e parques de diversão típicos da temporada. “É assim todas as noites”, conta, entusiasmada, a prefeita Virgínia Velloso Borges.

O local, que abriga uma biblioteca pública, espera o resultado dos esforços que ela empreende para aquisição de cópias de textos nos quais Dom Pedro II descreve, do próprio punho, as impressões que teve de Pilar, cidade por ele visitada há exatos 150 anos.
A negociação dá-se com o Museu de Petrópolis, Rio de Janeiro, onde Virgínia já fez convite aos descendentes do Imperador para a inauguração, brevemente, da Praça Dom Pedro. É possível, então, que Pilar tenha a visita de um dos príncipes, um século e meio depois de haver recebido o primeiro representante da Família Imperial.

A prefeita também busca para a Casa de Câmara e Cadeia – um dos poucos prédios do gênero ainda existentes no País – peças e objetos dos tempos de José Lins. Com isso pretende compor o acervo de um museu importante para conhecimento de fatos culturais e históricos que demarcaram a existência de uma das mais antigas cidades do interior nordestino.

Aos 251 anos, Pilar espera atrair visitantes em número suficiente para a necessária geração de emprego e renda. Também, de olho no turismo, para a recuperação de costumes perdidos no tempo, como é o caso da confecção de panelas e jarras com o massapé da Rua da Lagoa, antigo núcleo de artesãs e lavadeiras.
 

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