Com tatuagens enigmáticas espalhadas por todo o corpo, a auxiliar de escritório Polliany Cristina, de 23 anos, saiu vencedora neste final de semana de um concurso nada convencional. Ela foi eleita a Miss Tattoo 2009.
Os desenhos chamaram a atenção dos jurados. Há dinamites, um cifrão (representando dinheiro), andorinhas voando, dois revólveres com um coração sangrando e até um cadeado com duas chaves. O que quer dizer tudo isso? “Prefiro não comentar”, ri. “É muito pessoal.”
Ela jamais havia participado de qualquer concurso. Tímida, diz que “tremia de nervoso” na hora do desfile e que até agora não sabe por que venceu. “Não acho que era a mais bonita das 20, não”, afirma. Mas questionada se as tatuagens eram as mais belas, não se faz de rogada: “Aí, sim”, brinca.
Ela saiu de Juiz de Fora (MG) para participar do evento internacional de tatuagem realizado neste fim de semana em São Paulo. Foi convencida do desafio e encarou a viagem com uma amiga, também tatuada. “Foi tudo de última hora. A maioria das candidatas era de São Paulo mesmo. Nunca imaginei que pudesse ganhar.”
Como prêmio, Polliany recebeu mais de R$ 1.000, não em dinheiro, mas como crédito para gastar em mais tatuagens, piercings e fazer um book fotográfico. Ganhou também óculos, relógio e camiseta de uma marca famosa.
Com todo o braço direito coberto, metade das costas desenhada, as axilas e a barriga também tomadas pelos rabiscos, ela conta que fez a primeira tatuagem aos 14. E que se arrepende dela. “Fiz um ideograma japonês, que diz criatividade. Mas já não gosto. Vou fazer algo em cima”, diz.
Questionada se um dia pretende seguir o passo de celebridades e tatuar o nome de um namorado, é direta: “Não pretendo fazer essa loucura, não. Um relacionamento nunca é eterno”.
Polliany afirma ainda que sempre teve o aval da mãe, desde a adolescência. “Ela sempre apoiou. Quando soube que ganhei o concurso, ficou toda orgulhosa.”
Essa é também a sorte da jovem. Ela trabalha com a mãe, em um escritório de contabilidade, e, por isso, não precisa se preocupar com “olhares tortos” de um chefe. “Hoje em dia ainda existe muito preconceito. Mas na minha cabeça a pessoa não muda porque faz uma tatuagem”, sentencia.
globo.com
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