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Paul McCartney autografa braço de fãs durante show em Porto Alegre

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A espera acabou. Depois de 17 anos sem se apresentar no Brasil, o ex-beatle Paul McCartney deu fim ao longo jejum com um show de três horas de duração no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, na noite deste domingo (7). Já seria histórico apenas por ter sido esta a primeira performance de Paul em terras gaúchas, mas o cantor surpreendeu até mesmo sua própria equipe ao convidar duas meninas da plateia para subir ao palco próximo ao fim do show.

“Não me culpem. Cada uma quer um autógrafo no braço para que possam cobrir com uma tatuagem. Tragam-nas aqui”, disse o músico para o até então incrédulo estádio. E sob os cerca de 50 mil olhares que lotavam o lugar, assim o fez.

Mas mesmo antes do momento insólito, Sir Paul McCartney já havia brindado o público com outras surpresas. Como quando entrou no palco, às 21h10, com a dobradinha “Venus and Mars/Rock show” seguida por “Jet”, esta última do recém-relançado álbum “Band on the run”, de 1974. Vestido com um paletó azul marinho, calça escura, camisa branca e suspensórios, Paul foi logo tratando de exibir seu bom português para pista, cadeiras, camarotes e arquibancadas: “Oi, tudo bem? Boa noite, Porto Alegre! Boa noite, Brasil!”.

Durante todo o espetáculo, fez questaõ de tomar muito cuidado com o idioma, sempre caprichando na pronúncia das palavras. Anunciou boa parte das canções na língua local e repetiu com o público, de maneira bem humorada, o bordão “Ah! Eu sou gaúcho!”. Ainda repetiria as expressões típicas “Bah, tchê!” e “trilegal” para delírio dos porto-alegrenses.

O repertório contou sucessos de todas as fases da carreira de McCartney, incluindo o pouco conhecido projeto Fireman, que mantém em parceria com o produtor Youth. Mas a predominância foi mesmo das canções dos Beatles, como “All my loving”, “Hey Jude”, “Yesterday”, “Blackbird” e “Eleanor Rigby”, entre outras — ele já havia revelado ao apresentador Zeca Camargo que nunca incluiu tantas canções da ex-banda em seus shows como atualmente.

Apesar de velhas conhecidas, fez com que algumas das músicas parecessem especiais. “Será a primeira vez que toco esta no Brasil”, disse antes de “O-bla-di, o-bla-da”. Com ar nostálgico, revelou em “Paperback writer”: “Esta guitarra foi a mesma utilizada para gravar a canção original”.

Também não faltaram homenagens aos ex-companheiros John Lennon e George Harrison. Do primeiro, Paul tocou “A day in the life” e “Give peace a chance”. Também canta “Here today”, de canção do álbum “Tug of war” composta em homenagem ao ex-beatle assassinado em dezembro de 1980. Já Harrison foi lembrado com “Something”, embalada por imagens de arquivo no telão. O banquete para os beatlemaníacos estava completo.

Curioso é constatar como reage a plateia a cada canção do repertório clássico. São abraços, gritos, pulos, braços erguidos, sorrisos e lágrimas ao mesmo tempo. De gente de todas as idades. E isso faz refletir: que outro artista do showbizz ainda consegue provocar essa variedade de sensações?

Inteiro
Aos 68 anos, Paul McCartney mostra que está inteiro. Canta com uma energia que impressiona. Mesmo nas canções que mais exigem de sua garganta, ele pouco falha. Se entrega em todos os números como se estivesse começando a turnê agora. Além disso, consegue se revezar entre bandolim, baixo, guitarra, piano e uklelê (uma espécie de cavaquinho) demonstrando intimidade com cada um deles.
 

A banda também é competente. Formada por Abe Laboriel Jr. (bateria), Brian Ray (baixo e guitarras), Rusty Anderson (guitarra) e Paul Wix Wickens (teclados), os músicos dão uma sonoridade de “garagem” a algumas das canções mais roqueiras do ex-beatle. Por outro lado, acertam nos timbres e nos arranjos econômicos para canções mais rebuscadas, como “My love” e “Live and let die”.

Há apenas o mínimo de efeitos pirotécnicos e cênicos, o que é outro ponto positivo. Com o repertório que tem nas mãos, Paul McCartney só precisa de amplificadores e microfones. Aliás, este último item também se torna dispensável, uma vez que o público leva quase todo o show no gogó, junto com o ídolo.

Da estrutura do palco, o destaque são os dois gigantescos telões verticais de alta resolução que reproduzem imagens de Paul McCartney e da banda do tamanho de um prédio de 5 andares. Em shows realizados em estádios, tal recurso torna-se grande aliado.

Agora é aguardar o retorno do ex-beatle ao Brasil nos dias 21 e 22 deste mês, quando de apresenta no Estádio do Morumbi, em São Paulo. Antes, faz escala em Buenos Aires, onde se toca nos dias 10 e 11.
 

 

G1

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