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Obra de Jackson do Pandeiro, Casarão de José Lins, e Escadaria da Penha se tornam Patrimônio Cultural Imaterial da Paraíba

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O resgate da memória de paraibanos inesquecíveis e a preservação da história. Que relação pode existir entre o paraibano Jackson do Pandeiro que ficou conhecido como o “rei do ritmo”; a Escadaria da Penha que há anos serve de passagem de peregrinos na Capital do estado,  e um casarão antigo que serviu de refúgio e inspiração para o escritor José Lins do Rego, um dos maiores romancistas do Nordeste no farto período da cana de açúcar.

Esta semana, Jackson do Pandeiro, José Lins do Rego e da Escadaria da Penha, se tornaram Patrimônios Culturais Imateriais da Paraíba. A Lei Aprovada pela Assembleia Legislativa da Paraíba e publicada no Diário Oficial do Estado (DOE-PB), reconhece o valor cultural e imaterrial desses ícones.

A obra de Jackson do Pandeiro, artista e multi-instrumentista paraibano, foi a primeira considerada Patrimônio Cultural Imaterial da Paraíba.

Conhecido como o “rei do ritmo” José Gomes Filho (1919 – 1982), Jackson do Pandeiro, nasceu na cidade de Alagoa Grande, no Brejo da Paraíba e se mudou para Campina Grande ainda na infância, após a morte do pai.

Em Campina Grande, o nome Jackson do Pandeiro se tornou referência para a cultura e música local, e da cidade ele despontou para palcos de outras regiões do Brasil.

Pelo talento musical, evidenciado por Jackson cantando ou tocando instrumentos, ele ficou conhecido, então, como Rei do Ritmo, e até hoje é lembrado por milhares de músicos que tocam pandeiro e vários outros instrumentos musicais.

Ao longo da carreira, Jackson gravou sucessos como “Sebastiana”, “Chiclete com Banana”, “Alô Campina Grande”, “O Canto da Ema” e vários outros. Obra cantada por nomes como Elba Ramalho, Gal Costa, Luiz Gonzaga e Gilberto Gil.

O casarão de José Lins

Entrar no universo do paraibano José Lins do Rêgo, inevitavelmente passa pelo casarão onde o escritor nasceu na cidade de Pilar no Brejo paraibano. Foi lá, onde José Lins buscou inspiração e escreveu as suas maiores obras como “Menino de Engenho”, “Cangaceiros” e “Fogo Morto”.

José Lins do Rego nasceu em 03 de junho de 1901,  no engenho Corredor. No mesmo ano, perdeu a mãe, a qual, antes de falecer, pediu que a criança não fosse criada com o seu pai. Assim, os avós ficaram responsáveis pela educação do menino, enquanto o pai, João do Rego Cavalcanti, morava em outra fazenda.”

Esta semana, o Conjunto Arquitetônico Engenho Corredor, casa onde nasceu o escritor José Lins do Rego, localizado em Pilar,  foi reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O conjunto arquitetônico inclui quatro edificações: a casa sede, recuperada e restaurada; a casa de purgar, a casa de engenho, que está em ruínas; e a senzala, que também foi restaurada. O tombamento também abrange a área de entorno, que inclui parte da várzea do rio Paraíba, conectando o engenho aos modos de transporte fluvial e ferroviário da época.

O Engenho Corredor é um conjunto arquitetônico construído no século XIX, formado por quatro edificações principais: casa sede, casa de purgar, casa de engenho e senzala.

O local foi o ponto de produção e extração de açúcar e é considerado relevante por preservar a memória do ciclo da cana-de-açúcar no Nordeste.

A casa sede é onde nasceu José Lins do Rego, autor de obras como “Menino de Engenho” e “Fogo Morto”, que retratam a vida no engenho e a sociedade da época.

Hoje, o espaço funciona como museu, oferecendo visitas guiadas e preservando a memória literária e cultural da região.

José Lins do Rego nasceu em 1901, em Pilar, na Paraíba, e se tornou um dos escritores mais importantes da literatura brasileira. Suas obras retratam a vida no Nordeste, especialmente o cotidiano dos engenhos de açúcar e a sociedade da época.

Entre seus livros mais conhecidos estão “Menino de Engenho” e “Fogo Morto”, que mostram os desafios e as tradições das famílias envolvidas na produção açucareira.

Ele morreu em 12 de setembro de 1957, no Rio de Janeiro. É patrono da Academia Paraibana de Letras e ocupou a cadeira n.º 25 da Academia Brasileira de Letras.

Escadaria da Penha

Em meio a polêmica, a Escadaria da Penha, em João Pessoa, também virou Patrimônio Histórico e Cultural Imaterial do estado, conforme lei promulgada pela Assembleia Legislativa da Paraíba.

O reconhecimento foi feito apesar do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba (Iphaep) apontar erro na proposta original. O órgão destaca que a escadaria não se enquadra no conceito de patrimônio imaterial, por se tratar de uma estrutura física, e que deveria ser considerada patrimônio material.

Segundo o Iphaep, bens imateriais estão ligados a tradições, saberes, práticas e manifestações culturais, como festas religiosas, músicas, danças, culinária e modos de fazer transmitidos de geração em geração. Já os bens materiais correspondem a construções, edificações e objetos físicos, como igrejas, casarões, monumentos e, naturalmente, escadarias.

Severino Lopes

PB Agora

Fotos: Avervo/Museu José Lins do Rego/Funesc,  Instituto do Patrimônio Histórico e Artistico Nacional e Reprodução / Capa do álbum ‘Nossas raízes’

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Redação

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