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Novo livro de Jostein Gaarder terá personagem espírita

O autor de ‘O mundo de Sofia’, Jostein Gaarder diz ter estudado espiritismo para escrever novo romance.
Escritor participou de mesa com John Boyne na Bienal de SP nesta segunda.

 

O escritor Jostein Gaarder, autor de “O mundo de Sofia”, contou que está escrevendo um livro influenciado pelo espiritismo nesta segunda-feira (16) na Bienal do Livro de São Paulo. O autor falou sobre a nova obra durante a mesa “Poderes da fábula” ao lado de John Boyne, autor de “O menino do pijama listrado”.

“É um livro sobre um casal que se separa depois de uma experiência importante. Cada um interpreta de uma maneira diferente, e isso se tornou um diálogo na minha cabeça”, conta o autor. “Eu tendo a pensar com o homem, que é alguém voltado para as ciências. Mas eu precisava de argumentos para ela, e usei o espiritismo. Eu conheço o trabalho de Kardec, e sei que o Brasil é o maior país espírita do mundo. E agora, depois de escrever sobre isso, eu ainda penso como o homem, mas começo a simpatizar com essa visão espírita do mundo”, explica.

O debate se concentrou sobre a sobre a influência das narrativas na sociedade. “Nós, seres humanos, precisamos de narrativas, é isso o que temos em comum – nós falamos em línguas diferentes, mas conseguimos contar histórias uns para os outros”, explicou o norueguês Gaarder na abertura da mesa.

 Boyne afirma que as histórias de ficção podem ter consequências no mundo real. “Você pode envolver o seu leitor, e fazer ele pensar de modo diferente, mudar as coisas, fazer ele ter novas ideias”, diz. Para ele, o próprio ato de ler é uma atividade criativa. “Todos recriamos os personagens inventados pelos autores na nossa cabeça quando lemos um livro”.

O poder das perguntas

Para Gaarder, são os questionamentos criados pelos livros que criam as novas ideias. “Além de acreditar nas histórias, eu também acredito nas perguntas. O poder das perguntas é maior que o das respostas, é como a história de Andersen sobre as novas roupas do imperador – tudo muda a partir da pergunta de uma criança”.

O irlandês Boyne também deu dicas para quem quiser se tornar um escritor. “Eu fiz um curso de escrita criativa, e ele me ajudou muito”, lembra. “Não aprendi nada diretamente, com fórmulas.Na verdade era um grupo de doze pessoas e vocês aprendem um com o outro, lendo, criticando, recebendo críticas dos outros. Você pode fazer a mesma coisa se reunindo com os amigos, ouvindo críticas sinceras, escrevendo e reescrevendo”, afirma.
 

 

 G1

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