LENDAS URBANAS: bailarina revela detalhes de supostas “aparições” do Teatro Municipal Severino Cabral

Concertos e fantasmas. As histórias são de arrepiar. A ciência não explica. Alguns acreditam. Outros não. Muitas são as “lendas” que povoam o imaginário do Teatro Municipal de Campina Grande e causam medo.

Palco de grandes apresentações, o Teatro Municipal Severino Cabral convive há anos, com histórias de assombração. Alguns artistas e funcionários do Teatro Municipal, garantem que já se depararam com “cenas misteriosas” nos corredores, palcos e escadarias do prédio antigo.

As histórias de supostas aparições nas dependências do Teatro povoam o imaginário popular. Bailarina que aparece dançando no palco e depois desaparece; piano que toca músicas clássicas sem instrumentista, portas que se abrem e se fecham e luzes que acendem misteriosamente.

Ainda no cima do halloween, o PB Agora, apurou uma dessas “lendas urbanas” do Teatro Municipal. Para isso, conversou com a bailarina, professora, coreógrafa, e recém secretária de Cultura de Campina Grande, Gisele Sampaio.

Ela detalhou uma das supostas cenas misteriosas, que poderia render um filme de “suspense”. Gisele conta que tudo aconteceu quando ela estava ensaiando um espetáculo de um grupo folclórico de Campina Grande, e viu uma pessoa com roupa “épica” sentada na plateia e a aplaudindo. Misteriosamente, ao mudar a vista, a pessoa sumiu.

“As muitas lendas urbanas que ocorrem no teatro municipal trazem vivências muito curiosas e eu posso aqui afirmar que tive várias. E posso destacar uma das que foi muito marcante, que está muito viva na minha memória “, relembrou.

Gisele recordou que o grupo que ela fazia parte estava preparando um espetáculo para iniciar uma temporada em outras regiões e estados do Brasil e os ensaios ocorriam sempre à noite, tarde da noite.

“Nesse dito dia nós havíamos passado repetidamente, eu tinha participações sequenciais E sou muito metódica e queria estar ali sempre melhorando a minha performance. E nesse dia, quando nós terminamos de passar, o elenco se recolheu pelos camarins, deu uma pausa e eu voltei para o palco sozinha, para passar as minhas partes. E percebi que tinha uma pessoa no meio da plateia. Essa pessoa usava um chapéu assim, meio épico, e estava numa posição assim, como se estivesse observando” lembrou.

A bailarina recordou que após notar que estava sendo observada pelo homem “estranho” saiu do palco, chamou uma das minhas colegas da companhia, do grupo e voltou ao palco. Junta elas olharam em direção a plateia, mas não tinha ninguém mais no palco.

“Isso foi muito louco, porque todo mundo do elenco ficou tirando onda comigo. Outros fizeram ironia da coisa. Enfim, o fato é que, no meio disso, teve um detalhe. A porta de um dos camarotes abriu e fechou e a gente não sabe quem fez aquilo, porque não tinha ninguém naquele espaço. Então, até hoje eu trago isso muito viva na minha memória, as lendas urbanas do teatro Severino Cabral “, detalhou.

O ex-diretor do Teatro Municipal, Erasmo Rafael, relatou que alguns funcionários contaram histórias que poderiam render filmes de terror. Em uma dessas histórias assustadoras, um vigia relatou que ouviu o piano tocando uma música belíssima. Assustado, ele teria se deslocado da recepção até o palco, e ao chegar no local, percebeu que o piano estava fechado. Silencioso.
Misteriosos também foram as subidas e descidas do elevador. Segundo o ex-diretor, diversas vezes o elevador subiu para o último andar do Teatro sem nenhuma pessoa dentro.

“As vezes estava só eu e o vigilante na hora do almoço e o elevador subia. Ou seja, alguém o chamava no 4 andar. Ele subia e descia e não tinha ninguém. Só estava dentro do Teatro eu e o vigia. Isso era algo que acontecia” relatou.

Outras coisas inexplicáveis deixaram Erasmo intrigado como acender e apagar misteriosamente as luzes da plateia do Teatro, bem como, o relato de frequentes choro de crianças. Ele contou ainda que muitos atores relataram ter ouvido músicas clássicas durante os ensaios e o piano tocando sozinho.
Energias que ficam no palco. O ex -diretor ressaltou que no Teatro existem muitas energias visto que os atores dão vida a um personagem.

Entre tantos funcionários que trabalhavam no Teatro há mais de meio século, Erasmo Rafael, destaca a trajetória de um assessor conhecido como Joel. Já falecido, ele era apaixonado pelo Teatro e tinha um carinho e apego ao velho piano da Casa de espetáculo. Respeitado por todos, ele tinha a chave do camarim, do piano e de todos os compartimentos do Teatro.

A atriz e bailarina Regina Albuquerque também fez um relato arrepiante. Ela contou que certa vez estava ensaiando um espetáculo infantil quando em determinado momento, um dos atores da companhia observou um menino na plateia aplaudindo o ensaio. Encantado, ele elogiou o sorriso do menino. Ninguém da companhia viu o menino. O espetáculo foi um sucesso.

O Teatro Municipal Severino Cabral foi inaugurado em 1963 e já foi palco de grandes espetáculos encenados por artistas locais e nacionais.

Severino Lopes
PB Agora

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